André Giusti - foto: Luana Lleras
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Às vezes leio algumas coisas que me dão vontade de parar de escrever, pois fico com a impressão de que tudo já foi escrito, e que nada mais resta a dizer. Preste atenção no texto abaixo, de Eduardo Galeano, e tente entender o que estou dizendo. “Foi batizado à beira-mar. E no batizado, ensinaram-no o [...]

Às vezes leio algumas coisas que me dão vontade de parar de escrever, pois fico com a impressão de que tudo já foi escrito, e que nada mais resta a dizer.

Preste atenção no texto abaixo, de Eduardo Galeano, e tente entender o que estou dizendo.

“Foi batizado à beira-mar. E no batizado, ensinaram-no o que é sagrado. Recebeu um caracol pra que aprendesse a amar a água. Abriram a gaiola de um pássaro preso: para aprender a amar o ar. Deram-no uma flor de gerânio: para aprender a amar a terra. E deram também uma garrafinha tampada: não abra nunca, nunca. Para aprender a amar o mistério.” (Eduardo Galeano)

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Comentários (2)

  1. Sócio -

    E o poeta Albano Martins dizia… “dizer o indizível/falar o inefável…”

  2. Fátima -

    Beleza mesmo de texto; quanta poesia! Mas em mim o efeito é o de ter ainda mais vontade de escrever. Um texto inspirador. Meu abraço.

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