André Giusti - foto: Luana Lleras
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A alegria (contida) de ser Flamengo e a tristeza de ser brasileiro

1.Foi campeão aquele que errou menos, ou que errou em momento menos crucial. Assim como o Inter teve o Sport, o Flamengo teve o Ceará, em casa, dia em que eu mesmo joguei a toalha e disse “acabou o ano”. Só que o Internacional resolveu devolver o presente, que aliás, pelo que me lembro, na [...]

Mengâo desdentado

1.Foi campeão aquele que errou menos, ou que errou em momento menos crucial.

Assim como o Inter teve o Sport, o Flamengo teve o Ceará, em casa, dia em que eu mesmo joguei a toalha e disse “acabou o ano”.

Só que o Internacional resolveu devolver o presente, que aliás, pelo que me lembro, na verdade foi dado pelo Flamengo ao São Paulo, que era o líder na época.

2.Engraçada essa história de que Palmeiras tem dez títulos brasileiros e o Santos, oito, junto agora com o próprio Flamengo.

Cresci e me criei como torcedor sabendo que o campeonato brasileiro começou em 1971, tendo o Atlético Mineiro de Dadá Maravilha como o primeiro campeão.

Aí, um belo dia, alguém da CBF acordou e resolveu mudar o passado, e transformou em brasileirão um monte de campeonato “do tempo em que Dondon jogava no Andaraí”.

Caíram, então, no colo de Palmeiras e Santos, e de outros clubes também, uma penca de canecos. Aí fica mais fácil. Os oito do Flamengo não precisaram de nenhuma “revisão histórica”.

3.A diretoria do Flamengo é escrota, começando pelo seu posicionamento político de se aliar ao genocídio. Mas eu torço pelo Flamengo, não pela diretoria. Esta passa, o Flamengo já em 125 anos.

4.Comemorei discretamente. Não dava para ser muito feliz em um dia em que morreram mais de 1,5 mil pessoas e chegamos à estúpida quantidade de 250 mil cadáveres abatidos pelo negacionismo.

De qualquer forma, o título do Flamengo foi um pouco de alegria nesse país em que a cada minuto morre uma pessoa de Covid e em que fica cada vez mais difícil de se viver.

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