André Giusti - foto: Luana Lleras
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A amarga insistência da dúvida

Ao contrário de muitos conhecidos meus, não tenho qualquer segurança para erguer o braço e gritar “Lula é inocente!”. Da mesma forma, estou longe da convicção de que o processo caminhou com o rigor jurídico necessário, elemento básico para que a Justiça seja feita. Muita coisa me deixa confuso, desde a ausência do batom na [...]

Batom na cueca

Ao contrário de muitos conhecidos meus, não tenho qualquer segurança para erguer o braço e gritar “Lula é inocente!”.

Da mesma forma, estou longe da convicção de que o processo caminhou com o rigor jurídico necessário, elemento básico para que a Justiça seja feita.

Muita coisa me deixa confuso, desde a ausência do batom na cueca (chamado de prova cabal no juridiquês) no processo até o espetaculoso power point do promotor.

Na reta final, no Supremo, o ministro que era a favor vira contra; a ministra que era contra vira a favor.

E, por último, o juiz decreta a prisão mais rápido do que em qualquer outra situação da lava-jato.

Parabéns aos que possuem convicção nesta hora.

Minha única certeza é de que nunca senti nesse país um clima tão pesado e desfavorável à liberdade como agora.

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