André Giusti - foto: Luana Lleras
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A atualidade do Clube da Esquina

Beto Guedes fez parte do lado B da minha adolescência e juventude. Ele, Milton Nascimento e Lô Borges. Passei parte deste fim de semana ouvindo seus discos e mais uns dois ou três do Milton. Todos da época do Clube da Esquina, movimento dos mais ricos da música brasileira. Não os ouvia há bastante tempo [...]

Beto Guedes fez parte do lado B da minha adolescência e juventude. Ele, Milton Nascimento e Lô Borges.

Passei parte deste fim de semana ouvindo seus discos e mais uns dois ou três do Milton. Todos da época do Clube da Esquina, movimento dos mais ricos da música brasileira.

Não os ouvia há bastante tempo e a riqueza da sonoridade me causou uma espécie de novo impacto embalado de reminiscências. Certamente o amadurecimento dos ouvidos, mais aptos a captar o requinte instrumental, também contribuiu para isso.

Mas o que me chamou mais a atenção foram as letras. Praticamente todas são permeadas pelas palavras liberdade, amor, paz, igualdade ou outras de mesmos campos semânticos. São letras que falam da busca por um mundo novo, feitas em época em que o pais verdadeiro era asfixiado e torturado em porões e salas escuras dos quartéis.

Justamente por isso versam sobre temas tão caros, porque foram escritas sob a sombra do horror e da necessidade de dele fugir e com ele acabar. Porque foram escritas com a consciência da importância da liberdade e da democracia.

Apensar de já terem 40 anos, acho que devemos prestar novamente atenção a elas nessa nossa época de intolerância, em que há gente que, tendo sempre desfrutado da liberdade, defende sem qualquer conhecimento histórico o recrudescimento das trevas.

Clube da esquina

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Comentário (1)

  1. Marcondes -

    Posso dizer que Beto Guedes fez parte do lado A da minha vida. Grande figura, com aquele jeitão de hippie!

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