André Giusti - foto: Luana Lleras
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A Brasília real de João Almino

Estive com João Almino uma única vez, em uma bienal do livro de Brasília, exatamente dez anos atrás. Aliás, esta bienal candanga ocorreu mais uns dois anos, se não me falha a memória, sendo que a última edição parecia mais uma feira de papelaria do que um evento literário. Nesta primeira mediei um debate do [...]

Ideias para onde passar o fim do mundo

Estive com João Almino uma única vez, em uma bienal do livro de Brasília, exatamente dez anos atrás.

Aliás, esta bienal candanga ocorreu mais uns dois anos, se não me falha a memória, sendo que a última edição parecia mais uma feira de papelaria do que um evento literário.

Nesta primeira mediei um debate do qual Almino tomou parte.

Foi extremamente simpático e gentil comigo (acho que me escutava/assistia em meus tempos de âncora de rádio e TV) e, desde então, me prometi conhecer sua obra.

Levei uma década para pagar a promessa, e comecei com Ideias Para Onde Passar o Fim do Mundo.

A elegância no trato João Almino levou para estas páginas, ambientadas em um lugar que o autor conhece bem: a capital do país.

A partir de uma fotografia, o autor dá vida a personagens que aparecem nela e cria uma narrativa envolvente e lisérgica, descrevendo tipos de uma Brasília histórica que nem sei se existe mais, uma cidade bem mais cosmopolita do que a atual provinciana.

É uma cidade real, de pessoas reais com seus traumas, seus dramas, seus desejos e desenganos, descrita em um livro que é uma ótima oportunidade para que o resto do Brasil saiba que existe uma Brasília para além dos escândalos e desmandos.

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