André Giusti - foto: Luana Lleras
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A correta politização da galinhagem

Cada um vive um relacionamento amoroso da forma que achar melhor. Se este melhor é ter dois ou três namorados e namoradas, e as outras partes envolvidas aceitam isso com tranquilidade, muito que bem. Cada um viva a sua vida. Mas há algo no poliamor que me incomoda, e não é o princípio de você [...]

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Cada um vive um relacionamento amoroso da forma que achar melhor. Se este melhor é ter dois ou três namorados e namoradas, e as outras partes envolvidas aceitam isso com tranquilidade, muito que bem. Cada um viva a sua vida.

Mas há algo no poliamor que me incomoda, e não é o princípio de você e o outro ou outra poderem ter mais um ou dois relacionamentos simultâneos, com o conhecimento e aceitação de todos.

O que me incomoda é o tom um tanto politicamente correto de alguns adeptos. Namora-se e se transa com dois ou três por amor, e não apenas por desejo sexual, aventura, flerte, variação. Todos amam todos, e segue a dança. Então, não há infidelidade, e se não há esta, não há desrespeito, consequentemente.

Acho que em parte dos casos as pessoas até podem agir assim porque realmente sentem algo maior por duas, três pessoas. Ou acreditam que sentem. Mas há de se considerar a hipótese de quem adote o discurso só para posar de íntegro, correto e, claro, moderno, porque a intenção real mesmo é flanar com dois, duas ou mais, mas não deixar de parecer bacana.

Em outras palavras, há quem acredite mesmo no poliamor como melhor maneira de viver um relacionamento, mas há, por certo, quem tenha tucanado a galinhagem.

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