André Giusti - foto: Luana Lleras
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A culpa é do inquilino ?

O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, é em minha opinião o mais belo palácio da capital do país. Gosto da harmonia entre o concreto e o vidro, emoldurada pela paz do extenso gramado na entrada. Em quase 24 anos de Brasília, é parada obrigatória para meus parentes ou amigos que vêm [...]

Alvorada

O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, é em minha opinião o mais belo palácio da capital do país.

Gosto da harmonia entre o concreto e o vidro, emoldurada pela paz do extenso gramado na entrada.

Em quase 24 anos de Brasília, é parada obrigatória para meus parentes ou amigos que vêm de fora me visitar.

Em frente a ele, há um estreito laguinho que faz as vezes de fonte da sorte.

Nele, os turistas jogam moedas, enquanto pedem calados a realização de alguns desejos.

Há várias moedas ali de parentes e amigos meus (e minhas, claro).

Isso é uma tradição no turismo de Brasília.

Neste fim de semana, fui até lá com mais uma leva de parentes.

Quer dizer, tentei ir.

Nas duas pistas de acesso, barreiras nos impedem a aproximação, e a contemplação da obra do arquieto-mor tem que ser feita de dentro do carro, o que oferece apenas uma visão torta e parcial, quase nada diante da beleza do prédio.

Portanto, nada da paz do traçado, das curvas em concreto, dos vidros esverdeados, do extenso gramado; nada da tradição das moedinhas arremessadas junto com os desejos.

Em quase 24 anos de Brasília, nunca vi o acesso ao Alvorada impedido.

Mas certamente isso está acontecendo por que o povo ama e quer muito bem o cara que atualmente tá lá dentro morando.

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