André Giusti - foto: Luana Lleras
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A dúvida

Dias atrás, quando o Brasil dançou da Copa, postei uma bandeira da Croácia sinalizando minha torcida a partir dali. Recebi, então, o link de uma matéria contando sobre as manifestações nacionalistas – cheirando a fascismo – de alguns jogadores da seleção sensação. Logo em seguida, a Folha fez uma matéria sobre o mesmo assunto, acentuando [...]

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Dias atrás, quando o Brasil dançou da Copa, postei uma bandeira da Croácia sinalizando minha torcida a partir dali.

Recebi, então, o link de uma matéria contando sobre as manifestações nacionalistas – cheirando a fascismo – de alguns jogadores da seleção sensação.

Logo em seguida, a Folha fez uma matéria sobre o mesmo assunto, acentuando que essas manifestações têm a representatividade de parte da população.

Fiquei na dúvida, mas mantenho a torcida.

Vitória ou derrota croatas não vão temperar ou arrefecer o ânimo de imbecis racistas, xenófobos e preconceituosos em geral.

Gosto da entrega dos jogadores croatas em campo, uma entrega que há muitos anos falta a uma certa seleção de camisa amarela, ultimamente vendida ilusoriamente pela mídia como muito mais forte do que verdadeiramente é.

E há o passado recente da Croácia, aquela guerra estúpida e sangrenta na década de 90.
mbappe
A forte matriz africana da seleção francesa poderia ser um motivo para minha torcida, sem falar na forma de jogar que me pareceu perfeita em vários momentos da Copa. Mas como italiano, implico com esse país maravilhoso que é a França, e se a questão não for mesmo apenas futebol e partir para a política, convenhamos que há muito tempo a França não é mais nenhum exemplo de liberdade, igualdade e fraternidade.

Além do mais, se a gente tiver que deixar de torcer por um país por causa do pensamento imbecil de parte da população, deveríamos começar, então, pelo próprio Brasil.

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