André Giusti - foto: Luana Lleras
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A estupidez como tribunal

Há pouco li um depoimento de uma mulher dizendo que vai votar naquele candidato ( #elenão ) por que é o candidato contra os bandidos que assaltam as pessoas nos pontos de ônibus às 6 da manhã. Quando o Estado não age, permite o florescer da reação estúpida de quem se sente acuado por essa [...]

Ele não

Há pouco li um depoimento de uma mulher dizendo que vai votar naquele candidato ( #elenão ) por que é o candidato contra os bandidos que assaltam as pessoas nos pontos de ônibus às 6 da manhã.

Quando o Estado não age, permite o florescer da reação estúpida de quem se sente acuado por essa inação, esse descaso com a sociedade. Esse é um dos fatores que explicam a ameaça de o termos ( #elenunca ) como presidente.

Outros fatores são o preconceito, em forma de gosto de sangue na boca que uma camada significativa da população brasileira tem contra quem ela acha abaixo na escala social, que não tem sua cor – que ela considera superior – ou sua opção sexual, que ela garante como a única a ser moralmente aceita por um pensamento dito cristão que ela propaga de acordo com sua interpretação.

Fico com a resposta que uma conhecida deu outro dia a um desses eleitores da estupidez (#elejamais): “Você acha que ele vai matar quem você acha que é bandido? Ele vai matar quem ELE ( #elenãonuncajamais) ACHA QUE É O BANDIDO. E ele pode achar que o bandido é você”.

Ditadura, e quem a defende, tem a sua própria Justiça e a estupidez como tribunal.

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