André Giusti - foto: Luana Lleras
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A história oculta de Chico Rei e a utilidade do feici búqui

Cada vez mais é fundamental resgatarmos a história do Brasil e trazermos à luz fatos simplesmente deixados de lado pelo oficialismo chapa branca dos livros de escola, lapso que no geral foi cometido propositalmente a serviço do interesse das elites nesses mais de cinco séculos. Quando esse resgate é feito por meio da arte, do [...]

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Cada vez mais é fundamental resgatarmos a história do Brasil e trazermos à luz fatos simplesmente deixados de lado pelo oficialismo chapa branca dos livros de escola, lapso que no geral foi cometido propositalmente a serviço do interesse das elites nesses mais de cinco séculos.

Quando esse resgate é feito por meio da arte, do teatro, por exemplo, tanto melhor.

É o caso da vida de Chico Rei, que não à toa tinha este nome. Ele era monarca em seu país, o Congo, quando foi aprisionado e trazido para o Brasil pelos portugueses, para ser escravo, é claro. Na viagem, em navio negreiro, viu a mulher e a filha serem jogadas em alto mar.

Mas o cara não foi rei por acaso. Depois de uns três anos na lida diária em mina de ouro, conseguiu comprar a própria alforria, juntando – no cabelo – o pó de ouro que sobrava ao fim do dia de garimpo. Liberto, juntou dinheiro a ponto de comprar do sinhozinho a mina em que trabalhava. Rico, saiu comprando as alforrias de centenas de escravos. Libertou pra mais de 400.

E essa história, uma das tantas ocultas na história do Brasil, é contada no musical Galanga, Chico Rei, que tem direção de João das Neves e músicas de Paulo César Pinheiro. A peça já passou por algumas cidades e esteve aqui em Brasília no último fim de semana. Se não passou pela sua cidade, fique de olho, e quando passar, não deixe de ir. Você, se não conhece a história de Chico Rei, vai conhecer de uma maneira encantadora e emocionante, com belas músicas e um show de intepretação, canto, ritmo e percussão que há muito eu não via no teatro. Ao final, compre o CD (R$ 20), porque, igualmente, vale muito à pena.

Mas olha, nem era desse o assunto principal desse post, sabia? O principal é dizer que fui à peça porque meu amigo, o ator Adeilton Lima, a recomendou em sua página no feici búqui, mostrando que, não obstante a bobajada diária que a entulha, a tal de rede social pode mesmo ser uma importantíssima ferramenta de (boa) informação.

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Comentários (2)

  1. Denise Giusti -

    Tomara que ainda não tenha passado aqui no Rio! Gostaria muito de assistir.

  2. Ana Maria -

    O espetáculo merece uma crítica como essa, André!

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