André Giusti - foto: Luana Lleras
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A lembrança sacana de Fixação

Estava num café esta tarde, pensando em nada, quando no shopping começou a tocar essa música, um dos primeiros sucessos do Kid Abelha, e que, como todas as músicas da banda, tem uma melodia barata, que pega fácil e não larga, mesmo que passem os anos, embora eu reconheça sem qualquer problema que gosto de [...]

Estava num café esta tarde, pensando em nada, quando no shopping começou a tocar essa música, um dos primeiros sucessos do Kid Abelha, e que, como todas as músicas da banda, tem uma melodia barata, que pega fácil e não larga, mesmo que passem os anos, embora eu reconheça sem qualquer problema que gosto de muitas coisas que Paula Toller & Cia. fizeram nesses trinta e tantos anos.

A música me fez cavar na memória uma das mais divertidas lembranças daquele esmaecido 1984. Nos bailes de clubes da zona norte do Rio, em especial Mackenzie, no Meier, e América e Tijuca Tênis, na Tijuca, um dos momentos mais esperados era o refrão desse hit do Kid Abelha. Assim que Paula Toller cantava a palavra Fixação, o sujeito que hoje se chama DJ tirava o som das caixas e o que se ouvia apenas era um corinho infame, entoado basicamente pelos rapazes, e que, a partir do som da última sílaba da palavra que dá nome à música nos permite imaginar a frase que substituía o verso original da letra.

Ri sozinho, e baixinho baixinho, cantei só pra mim a versão indecente da canção.

Pra quem adora histórias dessa época, isso mostra o quanto éramos divertidamente pornográficos nos anos 80.

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