André Giusti - foto: Luana Lleras
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A morte ideal

É claro que não se deve e não se pode desejar a morte de ninguém, mas deixando a hipocrisia de lado, quem nunca, ao menos por um centésimo de milésimo de segundo, não pensou que seria melhor se o Zé Maria abraçasse aquela figura cuja serventia para a humanidade a gente fica tentando e não [...]

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É claro que não se deve e não se pode desejar a morte de ninguém, mas deixando a hipocrisia de lado, quem nunca, ao menos por um centésimo de milésimo de segundo, não pensou que seria melhor se o Zé Maria abraçasse aquela figura cuja serventia para a humanidade a gente fica tentando e não consegue encontrar?

Ao contrário, o sujeito arruma confusão e dá prejuízo como quem respira.

Em alguns casos, no entanto, é até pouco inteligente querermos que a pessoa bata a cassuleta.

Dependendo, o cara pode virar lenda, objeto de culto, arrebanhar seguidores e aí mesmo é que a gente não se livra dele.

E no meio disso aparecer alguém até pior (porque pior sempre existe, creia).

Então, é melhor deixar a peça viva e torcer para que a sua sucessão de desatinos e estultices o faça derreter em praça pública, feito um sorvete ruim no asfalto de verão, para que todos vejam, quiçá inclusive os imbecis que o cultuam, a ilusão em que se meteram e, de quebra, nos levaram junto.

É como uma morte estando vivo, para alguns casos, a morte ideal.

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