André Giusti - foto: Luana Lleras
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A surpreendente razoabilidade do É o Tchan!

Em minha nada importante opinião acerca do que não vai mudar sua vida, aquilo que considero explosão de mau gosto na música brasileira ( que é apenas uma vertente do mau gosto geral da vida nacional) foi detonado no verão de 1995, quando estourou nas rádios o primeiro sucesso do É o Tchan! A pobreza [...]

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Em minha nada importante opinião acerca do que não vai mudar sua vida, aquilo que considero explosão de mau gosto na música brasileira ( que é apenas uma vertente do mau gosto geral da vida nacional) foi detonado no verão de 1995, quando estourou nas rádios o primeiro sucesso do É o Tchan!

A pobreza harmônica e a imbecilidade das letras, que faziam sacudir as belíssimas bundas de Carla Perez e Sheila Carvalho, avisavam sobre o que a indústria cultural de massa plastificada nos impingiria nessas duas últimas décadas.

Pra minha sorte, há muitos anos não escutava É o Tchan! Mas no último domingo, a odiosa musiquinha me chegou aos ouvidos acidentalmente, como, aliás, em todas as vezes em que fui obrigado a ouvi-la.

E não poderia ser em outro lugar que não no Pontão do Lago Sul, aqui em Brasília, ponto turístico da capital, cuja qualidade musical é inversamente proporcional à beleza do lugar.

E aí, escutando aquela irritante melodia, conjugada com aquele ainda mais irritante bater de tambor e pandeiro, acabei pensando em tudo a que a podridão da indústria fonográfica – apoiada por Faustões & cia – nos subjugou em mais de vinte anos.

E cheguei à sombria conclusão que perto do que se fez depois, o É o Tchan! era até razoável.

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