André Giusti - foto: Luana Lleras
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Ainda de luto

Eu não tenho feicibúqui nem blog apenas para fazer piada sobre o fim do mundo. São espaços de discussão e reflexão, mesmo que  eu passe por chato sendo insistente. Meu luto pelas crianças mortas no colégio nos EUA permanecerá por mais algumas horas, para completar os três dias regulamentares, ainda mais depois da informação de [...]

Eu não tenho feicibúqui nem blog apenas para fazer piada sobre o fim do mundo. São espaços de discussão e reflexão, mesmo que  eu passe por chato sendo insistente.

Meu luto pelas crianças mortas no colégio nos EUA permanecerá por mais algumas horas, para completar os três dias regulamentares, ainda mais depois da informação de que as vítimas foram executadas à queima roupa, situação em que não há nem a chance de correr. Principalmente quando são inocentes. Principalmente quando são crianças.

A sociedade norte-americana retoma a discussão sobre o desarmamento. Dizem que lá é bem mais fácil conseguir um trabuco e, se for o caso, dar uma de besta-fera e cometer uma insanidade. Aqui parece que a lei é mais severa. Mas em se tratando de Brasil, sabemos que se a lei aperta, a fiscalização afrouxa.

Lá, eles precisam discutir não apenas o desarmamento, mas também o papel de xerife do mundo que se sempre avocaram para si. O atirador matou inocentes. As forças armadas deles fazem o mesmo desde a segunda guerra, em nome de uma democracia que na verdade é o apelido dos interesses da Casa Branca.

Aqui, além do próprio desarmamento, precisamos que ele seja aplicado de maneira eficaz, já que nossos inocentes também morrem por causa da arma (clandestina ou legalizada, tanto faz) que o pai ou outro parente qualquer guarda engatilhada e não tão bem escondida no fundo do armário.

Essa reflexão pode começar com as seguintes perguntas: você é policial? Você é segurança particular? Você é militar? Então pra que precisa de arma?

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Comentário (1)

  1. Hulda Rode -

    Não sou militar, mas sou filha de um e irmã de policial, por isto que eu defendo o uso de armas não letais, tanto para quem está em atividade na rua quanto para aqueles que necessitam do uso da força para se defenderem. É lastimável ver episódios como os que ocorrem no Brasil e nos Estados Unidos. Meu primeiro pensamento quando vi o massacre em Sandy Hook, foi “A escola de nossos filhos, onde vamos parar? Até quando?”. Precisamos rever o Estatuto do Armamento em tramitação no Congresso e defender principalmente aqueles que são indefesos e cidadãos no futuro.

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