André Giusti - foto: Luana Lleras
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Antes o anacrônico que o moderno

Aceitaram de bom grado o convite para se apresentarem na feijoada bolchevique. Leriam dois ou três poemas antes da roda de samba. O cachê era o sorriso iluminado e grato da organizadora, velha amiga de um deles, e um belo e suculento prato de feijoada. Festa grande, coisa de 200 pessoas. Quem fosse, estaria contribuindo [...]

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Aceitaram de bom grado o convite para se apresentarem na feijoada bolchevique.

Leriam dois ou três poemas antes da roda de samba. O cachê era o sorriso iluminado e grato da organizadora, velha amiga de um deles, e um belo e suculento prato de feijoada.

Festa grande, coisa de 200 pessoas. Quem fosse, estaria contribuindo para pagar a passagem de uma caravana que ano que vem vai à Rússia, comemorar os 100 anos da revolução bolchevique. Daí foi batizada assim a comilança.

- Revolução bolchevique…que coisa mais anacrônica… – um deles balançou a cabeça, rosto torcido em tom de desprezo.

O outro concordou

Mas, logo em seguida, parecendo refletir melhor, o que dera o muxoxo tratou de emendar.

- Bem, em todo caso é muito melhor do que Escola sem Partido.

E o outro concordou de novo. E mais ainda.

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