André Giusti - foto: Luana Lleras
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As duas pontas possíveis da tristeza

Independentemente de culpa ou inocência, Lula foi o melhor presidente que vi governar esse país ao longo dos meus 50 mil Km rodados. Dane-se se surfou na onda de comodities ou sei lá mais que outro termo de economês afetado. Não há como uma sentença, justa ou injusta, mudar o passado. Fez menos do que [...]

Foto: Suamy Beydoun/Agif/Estadão Conteúdo

Foto: Suamy Beydoun/Agif/Estadão Conteúdo

Independentemente de culpa ou inocência, Lula foi o melhor presidente que vi governar esse país ao longo dos meus 50 mil Km rodados.

Dane-se se surfou na onda de comodities ou sei lá mais que outro termo de economês afetado.

Não há como uma sentença, justa ou injusta, mudar o passado.

Fez menos do que queríamos, do que dizia que faria e do que precisávamos.

Mas fez mais do que os outros, principalmente por quem precisava muito e vivia com menos do que migalhas.

Mudou, perante o mundo, a imagem de cachorro sarnento que o Brasil sempre teve, e que voltou a ter.

Por isso, sua prisão tem duas pontas, as duas, de tristeza.

Se há culpa, é a maior desilusão da vida política nacional.

Se não há, é desanimador comprovar que a nossa não democracia continua se vestindo de várias formas, inclusive com a toga da legalidade.

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