André Giusti - foto: Luana Lleras
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http://www.otempo.com.br/

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Por Carlos Oliveira*

A partir de amanhã poderemos desativar os departamentos de combate à corrupção da Polícia Federal, do Ministério Público, das Polícias Civis. Não precisaremos mais da Controladoria Geral da União nem muito menos dos Tribunais de Contas. Serão supérfluos de agora em diante.

Vamos comemorar! Enfim, depois de 516 anos de existência, com a saída do PT da Presidência da República, estaremos livres da corrupção. Nosso país agora será governado por gente extremamente honesta. Se fosse católico, de verdade, votaria pela a canonização de todos.

Ah! Também podemos fazer uma emenda à Constituição eliminando a figura das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A partir desta quinta-feira serão inócuas. Não haverá mais corrupção para investigarem.

Aplaudamos! Em breve não precisaremos mais de políticas sociais, pois seremos um dos países mais iguais do Planeta. A fórmula econômica defendida pelo “novo” governo conseguiu eliminar a pobreza no mundo. Só faltava o Brasil.

Outra coisa digna de celebração: agora não vamos mais precisar de leis trabalhistas nem de Tribunais do Trabalho. Não haverá mais contencioso entre patrões e empregados, pois, com o novo governo, o clima será de harmonia total.

Não haverá mais exploração de mão de obra, salários e condições de trabalho indignas. Melhor, patrões e empregados sentarão à mesa em condições de igualdade para negociar.
A tão propalada reforma agrária vai sair. Não haverá mais conflito por terra no Brasil. Que estupendo!

Concluindo, as políticas econômicas “modernas” defendidas por Henrique Meireles, Armínio Fraga e companhia, em pouco tempo, farão do Brasil uma Suíça, Dinamarca, Alemanha.
Elas são criticadas por economistas ganhadores do Prêmio Nobel, como Joseph Stiglitz, Paul Krugman, entre outros, mas esses caras são uns imbecis. Não sei como ganharam uma premiação como esta.

Por que não enxerguei isto antes? Sou mesmo um inepto. Já deveria estar apoiando o “impeachment” há tempos.

Agora teremos um país justo, equitativo, honesto, com políticos exemplares, população unida, pensando no país. Viva! Vamos comemorar!

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www.meuportal.net

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Seguem algumas pequenas coisas que postei nos últimos dias em minha conta pessoal no feici búqui

1 – Ei, meninas! Prestem atenção em como o seu namorado trata a mãe dele. É o mesmo modo com que ele vai tratar vocês no futuro.

2 – Feriado no domingo é mais inútil que manual de ajuda do windows.

3 – Quando a fase tá ruim, nem ovo cozido sai direito.

4 – Má fé ou displicência? Um pote de sal – sem nada escrito – ao lado da garrafa de café sem açúcar, duas xícaras e duas colherinhas…

5 -Gente, na boa, abrir uma frase dizendo “Então”, quando se precisa explicar ou justificar algo, é muito, mas muito chato. Piedade.

6 – Todos os dias vale muito a pena ser pai, em alguns, vale mais ainda. Hoje, minha filha mais nova virou e disse: “Pai, bota Help pra eu ouvir!”

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www.faculdadedosaber.com.br

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Conheço-a há três dias. É copeira no lugar em que estou trabalhando no momento.

A alegria e o amor com que exerce seu ofício triplica a vontade de tomar café.

Sem nem saber ao certo seu nome, já tenho nessa mulher, uns 20 anos mais velha do que eu, simples exemplo para quem todos os dias precisa sair de casa e ganhar o pão de cada dia.

Quanto doutor empoado e quanta executiva estressada, espinafrando o primeiro que aparece, poderiam sentar, olhar o seu sorriso, ouvir seu bom dia afetuoso e aprender um pouco com essa mulher, que em cujas mãos é possível notar uma pele grossa com sinais das batalhas da vida.

E para não dizer que sou perseguidor das elites, lá vai: quanta copeira poderia imitá-la no modo de servir café e água.

Entre uma xícara e outra que me entrega e depois recolhe, me chama de meu filho. “Meu filho, você já almoçou?”, me perguntou agora há pouco, quando cruzou comigo pelos corredores. E já voltou avisando que tá saindo café fresco, “não demoro a trazer, meu filho”.

Foi lá na copa verificar a quantas anda a água na chaleira, sem imaginar o quanto de alento me oferece ao me tratar desse jeito, justo na semana do dia das mães e após quase 12 anos de orfandade.

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Divulgação

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Leio com grande satisfação, e sem conter a frase “Bem feito! Pra deixar de ser otário!”, que Danilo Gentili foi condenado pela Justiça a indenizar em R$ 200 mil uma doadora de leite materno.

Michelle Rafael Maximino conseguiu a façanha de doar mais de 420 litros de leite materno a maternidades e postos de saúde de Pernambuco. Ela é um assombro, sem dúvidas. É de se imaginar o quanto de fome de bebês subnutridos ou mesmo órfãos de mãe sua capacidade de doar matou.

Por isso merece aplausos, e não piadas. Quanto mais sem graça.

Pois o humorista – embora não mereça o título aquele que em vez de fazer piada pratica desrespeito – chamou de vaca a doadora.

Acrescentou ao deboche – e não piada – outras imbecilidades. Por elas, levou com o martelo dos tribunais.

O desconhecimento de Danilo Gentili não é apenas em relação ao humor. Ele – e também os que na cidade da doadora a ridicularizaram a partir da infâmia – não tem a mínima noção do que é o amor contido no ato de amamentar.

E menos ainda sabem o que é o amor contido no ato de ser solidário.

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www.estudopratico.com.br

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O Brasil não é surreal. É absurdo mesmo.

Surreal, estilo que consagrou Salvador Dali, guarda muita beleza, embora num primeiro momento possa nos parecer estranho.

Absurdo não guarda beleza alguma e sempre será estranho, embora no Brasil tenhamos nos acostumado a ele.

Senão, o que pode explicar que uma Presidente da República, contra a qual não há provas concretas, esteja na iminência de perder o cargo para o qual foi conduzida por cerca de 54 milhões de pessoas?

Mais difícil ainda de explicar: todo esse empurra-empurra Dilma pro abismo está sendo capitaneado por um homem que é réu na mais alta corte do país. É réu porque está provado que mentiu. É réu porque está provado que tem dinheiro sujo e não declarado no exterior. É réu porque pagou com esse dinheiro mimos e luxos pra mulher e pra família.

Como auxiliares do réu mor, a julgar por corrupção alguém contra quem não há nada provado, dezenas que são acusados e investigados por corrupção.

E metade da população aplaudindo o cadafalso à margem da lei.

Não, o Brasil não é surreal.

É absurdo, vivendo em total plenitude e como nunca a sua loucura.

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depositphotos.com

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Amigo meu de longa data me manda pelo Messenger foto de um post de uma outra colega, também de muitos anos, na qual ela conta que foi assaltada.

Lá pelas tantas, ela diz que o que a chamou a atenção foi o fato de o assaltante parecer um garoto normal, que não era um “ tipo suspeito”.

Meu amigo, pelo Messenger, me pergunta o que seria um “garoto normal”.

Dá pra responder o que seria a partir da ideia que o senso comum da sociedade faz do “tipo suspeito”.

Pelo parâmetro do preconceito, sabemos que um é, em termos de cor da pele, vestimenta e roupas totalmente diferente do outro.

Respondo a mensagem lembrando que “garotos normais” também podem delinquir, e pelo que vemos e sabemos, fazem isso com relativa frequência.

Peço a ele que responda isso a ela, pois há algum tempo desfiz a amizade com a antiga colega, e já nem sei bem mais porque, mas vendo outra vez seu post sobre o assalto, posso imaginar qual deve ter sido motivo.

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ateondedeuprairdebicicleta.com.br

Na perfumaria da linguagem marqueteira, o cara que sai pela rua vendendo salgadinho naquelas bicicletas com aquele suporte na frente é proprietário de uma bike food. O mundo de hoje me dá um sono…

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Sabe quem realmente paga o pato? Aliás, sabe quem realmente sempre pagou e vai continuar pagando? Negros e pobres e suas crianças. Estes sim, sempre pagaram realmente o pato. Mas…quem se importa, né? São apenas negros e pobres e suas crianças.

http://globoplay.globo.com/v/4931696/

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Para que não esqueçamos, para que nunca se repita.

tecituras.wordpress.com

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laurocampos.org.br

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professorkibersitherc.blogs.sapo.pt

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O Beirute, um dos mais tradicionais restaurantes de Brasília, está fazendo 50 anos.

O local já serviu de alcova para intelectuais que pensaram um país melhor, quando isso dava pau de arara, choque elétrico, desaparecimento e morte.

Naquelas mesas sentou-se gente como Renato Russo, à época um simples e desconhecido professor de inglês.

Para comemorar o meio século de boa comida, cerveja gelada e esse eterno ar de resistência cultural e política, foi organizado um sarau com doze poetas que vivem na cidade.

Tive a honra de ser um dos escolhidos.

Quem conhece o Beirute sabe que não é pouca coisa participar de um evento como este, num dos redutos da inteligentzia da capital do país.

Entusiasmado, escolhi com carinho dois poemas para me apresentar agora em abril, lá pelo dia dez ou 12.

Ontem a promotora do evento me mandou uma mensagem, bem chateada, avisando que o sarau foi cancelado, sem outra data para ocorrer.

Na explicação, uma capacidade admirável de síntese, não apenas textual, mas do atual cenário nacional: não há clima para o evento, estamos com medo de uma possível confusão.

É esse o espírito atual do país que busca uma nova era.

Está ficando difícil viver por aqui.

Ou melhor: está voltando a ficar.

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