André Giusti - foto: Luana Lleras
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Governador em exercício. Exercício da patetice.

epoca.globo.com

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Foto Giustipress

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pt.123rf.com

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Este fim de semana descobri que o spotfy pode funcionar no celular sem que seja gasto o pacote de internet.

Acho que foi uma das melhores, se não a melhor, descoberta do ano.

Claro que não descobri sozinho.

Quem me contou foi minha filha mais velha, achando graça do meu espanto por coisa tão trivial, fazendo aquela cara que fazem todos dessa geração touch screen em convivência com dinossauros da época do fax.

Pluguei o celular no rádio do carro e lá fui cidade afora ouvindo eufórico todos os discos que meu pouco tempo de assinante já me permitiu baixar.

Pelas minhas contas, essa é minha terceira revolução como ouvidor compulsivo de Rock, Blues e periféricos.

A primeira foi vinil – CD; a segunda CD – mp3.

Me achando o ser mais tecnológico do andar em que moro, já olho meu Ipod enxergando nele os primeiros ares de peça de museu.

Aguardo para qualquer momento uma de minhas filhas dizer que saiu um chip que você prega na orelha e que com um pequeno movimento do olho seleciona o álbum que quer ouvir, entre todos os possíveis e imaginários da face da Terra.

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www.leonardoduarte.com.br

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Menos grupos de uatzápi e mais grupos de

- Pelada
- Boteco
- Poesia
- Leitura
- Vinho
- Ajuda ao próximo
(A ordem pode ser invertida, a depender do momento do dia)

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www.mundoboaforma.com.br

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O que me chama a atenção nesse cano estourado das delações da operação lava-jato não aparece nos jornais.

É a cara dos eleitores de Marina Silva e Aécio Neves, em 2014.

Tomem isso apenas como observação, jamais como defesa da presidente afastada, porque na verdade ninguém sabe o que ainda está por vir.

Acontece que naquela ocasião, e mesmo depois com o transcorrer do apodrecimento do governo Dilma, o discurso desses dois grupos de eleitores incluía com veemência o combate à corrupção.

Pelo que diziam, acreditavam em boa parte que seus candidatos eram honestos. Os eleitores de Marina, principalmente.

Com os nomes dos dois enchendo a boca dos delatores, os votantes, em sua maioria, fazem aquela impassível cara de paisagem.

Acossados por uma pergunta do tipo “e agora? O que você me diz?”, limitam-se a resmungar um “não tem jeito, todos eles roubam mesmo”.

Como não há mais panelas a bater nas janelas nem mar de camisetas da CBF pelas ruas, comprova-se que aquele voto “consciente” de quase dois anos atrás, e principalmente os protestos que sucederam as eleições, não eram mesmo contra a corrupção, mas sim um movimento que a elite brasileira produziu contra um governo, que embora também apodrecido, ousou estender determinados privilégios a outras camadas da população.

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Marcos Labanca

Marcos Labanca

Que todos os muros brancos, cinzas, que todos os tapumes opacos sejam grafitados.

Que haja artistas de rua com seus malabares em todos os semáforos da cidade.

Nossos olhos e mentes precisam sair das gaiolas mais vezes ao dia.

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Sensacionalista

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pt.dreamstime.com

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Recebi várias mensagens de amigos e parentes criticando os protestos dos artistas contra a extinção (felizmente revertida) do ministério da Cultura.

A linha mestra da crítica aos artistas é aquele mesmo samba de uma nota só: quero ver esses artistas protestarem contra a situação da saúde, dos hospitais públicos.

E mais além não vão, não arriscam qualquer argumento que prove a desnecessidade de um setor que emprega milhões de pessoas e é vital à sanidade mental da população não possuir uma pasta que cuide de políticas próprias para ele.

Todos que vi protestar na rede social, ou enviando mensagens via uatzápi, são brancos, de classe média e quando precisam metem a carteirinha do plano no bolso e vão lá no Sabin, na Rede D’or.

Que eu saiba, jamais se importaram, e muito menos protestaram, com a situação de qualquer hospital público.

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guiame.com.br

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Chamou a irmã do meio de branquicela, lagartixa e magricela.

Sua mimadinha! Ouviu em troca.

Eu te odeio, garota horrorosa! Encheu o peito e replicou.

O pai mandou que parassem, sem ânimo para investigar os motivos para aquilo tudo. Quando as três filhas brigavam, todas estavam certas, e, ao mesmo tempo, nenhuma tinha razão.

Apressou as três. Iriam ao laboratório. A do meio teria que colher sangue para exame.

Mas o que é tão banal virou confusão. A menina, ao ver a agulha espetá-la e a seringa ser tomada, de repente, por aquele tom grená que lembrava os vinhos do pai, empalideceu, revirou os olhinhos e desmaiou.

Acorreram enfermeiros de todos os lados. Puseram algodão embebido em éter em suas narinas, e a criança foi, aos poucos, voltando, mas bastante esmaecida; os lábios acinzentados recobravam a cor.

A enfermeira trouxe um lanche. Era importante acabar logo com aquele jejum de 12 horas, necessário para a coleta.

Entre as duas irmãs – a mais velha e a caçula – a filha do meio voltava a si, com um copo de chocolate encostado à boca e um pão de queijo erguido proximamente, esperando a hora de uma dentada.

E quem segurava o pão de queijo, carinhosamente preocupada, era ninguém mais ninguém menos que a mais nova, a mesma que apenas uma hora antes vociferara as piores ofensas possíveis para uma menina de nove anos.

- Ué, você não disse que odiava a sua irmã? – e o pai perguntou, irônico, um leve sorriso de quem conhecia o limite da raiva daquelas pequenas.

Ela quis segurar o riso, mas não conseguiu. Mesmo assim, não deu o braço a torcer.

- Eu odeio, mas não quero que ela morra.

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blogquestaodeestilo.com

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Exposição de Frida Khalo, Centro Cultural da Caixa, Brasília – DF.

A menina vira e fala alto, como se estivesse na mesa da sala de casa.

- Mãe, não tinha pinça na época dessa mulher não, é?

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