André Giusti - foto: Luana Lleras
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Nos tantos anos em que atuei como repórter no jornalismo, fiz a cobertura de vários acidentes automobilísticos, muitos nas estradas, e foram incontáveis aqueles com mortos ou pessoas que ficaram para sempre sequeladas.

Nunca, mas nunca mesmo, ouvi de algum motorista envolvido nesses acidentes, e mesmo de qualquer policial responsável por registrar a ocorrência, que a tragédia aconteceu porque um dos carros trafegava, em plena luz do dia, de faróis apagados e não pode ser visto pelo outro, ou outros motoristas, envolvido na colisão.

Sem tanta vontade de escrever sobre o assunto, há dias remoo essa desculpa esfarrapada, debochada de um estado insaciavelmente arrecadador, que quanto mais leva de nós em imposto ou multa, menos nos entrega em serviços básicos e direitos.

Mas aí li nessa reportagem do Congresso em Foco (link no final) sobre as pontes na BR-080 – rodovia aberta na ditadura militar para ligar o Distrito Federal ao Amazonas – e resolvi escrever, já nem tanto sobre a obrigação dos faróis à luz do dia, mas sobre o fato de que neste país o estado mergulhou num mar tão fantástico de cinismo e hipocrisia, assemelhando-se àquele doente mental que, a cada dia mais débil, fica totalmente isolado em sua própria realidade doentia e desconectada.

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/pontes-de-toras-de-arvore-na-floresta-amazonica/

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produto.mercadolivre.com.br

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Hoje pela manhã alguém postou na rede social a capa do segundo disco da Legião Urbana, lembrando que exatamente trinta anos atrás, num dia 20 de julho (ontem, portanto), ele estava sendo lançado.

A pessoa que postou lembra o abalo que esse disco provocou e do que ele representou para toda uma geração de jovens.

Eu, que o levei pra casa na semana do lançamento, lembro bem que o LP (era assim que se chamava o vinil) mostrava que a Legião, ao contrário do R.P.M e do Ultraje a Rigor, não seria uma banda de um disco só.

O disco foi marcante não apenas pela sua qualidade, mas também por ter saído no contexto de um país que se redescobria livre para dizer o que pensava, de uma geração que, massacrada na infância pelas aulas de Moral e Cívica, de uma hora pra outra ficou sabendo que podia ir pras ruas gritar palavras de ordem.

Tudo isso estava sendo vivido intensamente naquele tempo, ao som do Dois, da Legião. E tudo aquilo que vivíamos ficaria marcado para sempre, embora não nos déssemos conta disso.

É que certamente estávamos muito ocupados tentando decorar a letra de Eduardo e Mônica.

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http://www.imagenstop.blog.br/

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Aceitaram de bom grado o convite para se apresentarem na feijoada bolchevique.

Leriam dois ou três poemas antes da roda de samba. O cachê era o sorriso iluminado e grato da organizadora, velha amiga de um deles, e um belo e suculento prato de feijoada.

Festa grande, coisa de 200 pessoas. Quem fosse, estaria contribuindo para pagar a passagem de uma caravana que ano que vem vai à Rússia, comemorar os 100 anos da revolução bolchevique. Daí foi batizada assim a comilança.

- Revolução bolchevique…que coisa mais anacrônica… – um deles balançou a cabeça, rosto torcido em tom de desprezo.

O outro concordou

Mas, logo em seguida, parecendo refletir melhor, o que dera o muxoxo tratou de emendar.

- Bem, em todo caso é muito melhor do que Escola sem Partido.

E o outro concordou de novo. E mais ainda.

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dialmformovies.wordpress.com

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Outro dia escrevi na rede social que gosto muito quando vejo uma moça nova cuidando bem da mãe. Ou um rapaz fazendo o mesmo com o pai. Ou vice-versa.

É que vi, na praça de alimentação do shopping, uma moça típica dos dias de hoje: tatuagem, piercing, corpo malhado e beleza viril. Que se desmanchava em zelo com a mãe, uns trinta anos mais velha.

Com amor em forma de cuidado e atenção, leu o cardápio do restaurante para a senhora. Depois acomodou-a numa das mesas da praça da alimentação. Minutos depois, foi apressada pegar a comida quando a campainha chamou a senha.

Só esqueci de dizer que provavelmente aquela senhora estava colhendo os frutos de uma educação que entregou à filha amor, zelo, cuidado e atenção.

E agora estava recebendo de volta.

Educar os filhos com amor não é pensar apenas neles.

É pensar também em nós.

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è isso

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Dona Simone, a gente é que não pode aceitar mais esse tipo de gente igual à senhora.

Tipo de gente

Correio Braziliense, 29/6/2016

Patroa demite mãe solteira porque não podia ‘aceitar esse tipo de gente’
A justificava se estende para os filhos, que poderiam “aprender algo errado”, e o marido, porque não queria “esse tipo de gente” perto dele

Uma publicação em uma página do Facebook gerou revolta por evidenciar um caso de preconceito. Publicados pelo “Diário de uma mãe solteira”, na última sexta-feira (24/6), prints de uma conversa de WhatsApp denunciam uma patroa que dispensou uma faxineira porque a prestadora de serviço tem filhos e não é casada. De acordo com a empregadora, não seria possível “aceitar esse tipo de gente” na casa dela.

A justificava se estende para os filhos, que poderiam “aprender algo errado”, e o marido, porque não queria “esse tipo de gente” perto dele. Apesar do pedido – até desesperado – da faxineira, a decisão de demiti-la não se altera e a empregadora afirma que o dinheiro devido poderá ser retirado com o porteiro do prédio.

Até a publicação da reportagem, o post tinha cerca de 8,9 mil reações (entre curtidas e emoctions de tristeza e raiva), mais de cinco mil compartilhamentos e 1,2 mil comentários, a maioria de indignação.

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Governador em exercício. Exercício da patetice.

epoca.globo.com

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Foto Giustipress

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pt.123rf.com

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Este fim de semana descobri que o spotfy pode funcionar no celular sem que seja gasto o pacote de internet.

Acho que foi uma das melhores, se não a melhor, descoberta do ano.

Claro que não descobri sozinho.

Quem me contou foi minha filha mais velha, achando graça do meu espanto por coisa tão trivial, fazendo aquela cara que fazem todos dessa geração touch screen em convivência com dinossauros da época do fax.

Pluguei o celular no rádio do carro e lá fui cidade afora ouvindo eufórico todos os discos que meu pouco tempo de assinante já me permitiu baixar.

Pelas minhas contas, essa é minha terceira revolução como ouvidor compulsivo de Rock, Blues e periféricos.

A primeira foi vinil – CD; a segunda CD – mp3.

Me achando o ser mais tecnológico do andar em que moro, já olho meu Ipod enxergando nele os primeiros ares de peça de museu.

Aguardo para qualquer momento uma de minhas filhas dizer que saiu um chip que você prega na orelha e que com um pequeno movimento do olho seleciona o álbum que quer ouvir, entre todos os possíveis e imaginários da face da Terra.

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www.leonardoduarte.com.br

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Menos grupos de uatzápi e mais grupos de

- Pelada
- Boteco
- Poesia
- Leitura
- Vinho
- Ajuda ao próximo
(A ordem pode ser invertida, a depender do momento do dia)

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