André Giusti - foto: Luana Lleras
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Leio com grande satisfação, e sem conter a frase “Bem feito! Pra deixar de ser otário!”, que Danilo Gentili foi condenado pela Justiça a indenizar em R$ 200 mil uma doadora de leite materno.

Michelle Rafael Maximino conseguiu a façanha de doar mais de 420 litros de leite materno a maternidades e postos de saúde de Pernambuco. Ela é um assombro, sem dúvidas. É de se imaginar o quanto de fome de bebês subnutridos ou mesmo órfãos de mãe sua capacidade de doar matou.

Por isso merece aplausos, e não piadas. Quanto mais sem graça.

Pois o humorista – embora não mereça o título aquele que em vez de fazer piada pratica desrespeito – chamou de vaca a doadora.

Acrescentou ao deboche – e não piada – outras imbecilidades. Por elas, levou com o martelo dos tribunais.

O desconhecimento de Danilo Gentili não é apenas em relação ao humor. Ele – e também os que na cidade da doadora a ridicularizaram a partir da infâmia – não tem a mínima noção do que é o amor contido no ato de amamentar.

E menos ainda sabem o que é o amor contido no ato de ser solidário.

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www.estudopratico.com.br

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O Brasil não é surreal. É absurdo mesmo.

Surreal, estilo que consagrou Salvador Dali, guarda muita beleza, embora num primeiro momento possa nos parecer estranho.

Absurdo não guarda beleza alguma e sempre será estranho, embora no Brasil tenhamos nos acostumado a ele.

Senão, o que pode explicar que uma Presidente da República, contra a qual não há provas concretas, esteja na iminência de perder o cargo para o qual foi conduzida por cerca de 54 milhões de pessoas?

Mais difícil ainda de explicar: todo esse empurra-empurra Dilma pro abismo está sendo capitaneado por um homem que é réu na mais alta corte do país. É réu porque está provado que mentiu. É réu porque está provado que tem dinheiro sujo e não declarado no exterior. É réu porque pagou com esse dinheiro mimos e luxos pra mulher e pra família.

Como auxiliares do réu mor, a julgar por corrupção alguém contra quem não há nada provado, dezenas que são acusados e investigados por corrupção.

E metade da população aplaudindo o cadafalso à margem da lei.

Não, o Brasil não é surreal.

É absurdo, vivendo em total plenitude e como nunca a sua loucura.

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depositphotos.com

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Amigo meu de longa data me manda pelo Messenger foto de um post de uma outra colega, também de muitos anos, na qual ela conta que foi assaltada.

Lá pelas tantas, ela diz que o que a chamou a atenção foi o fato de o assaltante parecer um garoto normal, que não era um “ tipo suspeito”.

Meu amigo, pelo Messenger, me pergunta o que seria um “garoto normal”.

Dá pra responder o que seria a partir da ideia que o senso comum da sociedade faz do “tipo suspeito”.

Pelo parâmetro do preconceito, sabemos que um é, em termos de cor da pele, vestimenta e roupas totalmente diferente do outro.

Respondo a mensagem lembrando que “garotos normais” também podem delinquir, e pelo que vemos e sabemos, fazem isso com relativa frequência.

Peço a ele que responda isso a ela, pois há algum tempo desfiz a amizade com a antiga colega, e já nem sei bem mais porque, mas vendo outra vez seu post sobre o assalto, posso imaginar qual deve ter sido motivo.

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ateondedeuprairdebicicleta.com.br

Na perfumaria da linguagem marqueteira, o cara que sai pela rua vendendo salgadinho naquelas bicicletas com aquele suporte na frente é proprietário de uma bike food. O mundo de hoje me dá um sono…

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Sabe quem realmente paga o pato? Aliás, sabe quem realmente sempre pagou e vai continuar pagando? Negros e pobres e suas crianças. Estes sim, sempre pagaram realmente o pato. Mas…quem se importa, né? São apenas negros e pobres e suas crianças.

http://globoplay.globo.com/v/4931696/

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Para que não esqueçamos, para que nunca se repita.

tecituras.wordpress.com

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laurocampos.org.br

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professorkibersitherc.blogs.sapo.pt

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O Beirute, um dos mais tradicionais restaurantes de Brasília, está fazendo 50 anos.

O local já serviu de alcova para intelectuais que pensaram um país melhor, quando isso dava pau de arara, choque elétrico, desaparecimento e morte.

Naquelas mesas sentou-se gente como Renato Russo, à época um simples e desconhecido professor de inglês.

Para comemorar o meio século de boa comida, cerveja gelada e esse eterno ar de resistência cultural e política, foi organizado um sarau com doze poetas que vivem na cidade.

Tive a honra de ser um dos escolhidos.

Quem conhece o Beirute sabe que não é pouca coisa participar de um evento como este, num dos redutos da inteligentzia da capital do país.

Entusiasmado, escolhi com carinho dois poemas para me apresentar agora em abril, lá pelo dia dez ou 12.

Ontem a promotora do evento me mandou uma mensagem, bem chateada, avisando que o sarau foi cancelado, sem outra data para ocorrer.

Na explicação, uma capacidade admirável de síntese, não apenas textual, mas do atual cenário nacional: não há clima para o evento, estamos com medo de uma possível confusão.

É esse o espírito atual do país que busca uma nova era.

Está ficando difícil viver por aqui.

Ou melhor: está voltando a ficar.

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Postei essa mensagem no feici búqui, que serve também aqui pro blog.

Estes e-mails abaixo são dos deputados que fazem parte da comissão que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. E esta minha mensagem é dirigida a todos que, assim como eu, não concordam com a saída dela do cargo, por acreditarem que, embora ela faça um governo (muito) fraco, não há, pelo menos até o momento, provas de que cometeu crime, o que seria – aí sim – motivo para tirá-la da presidência.

Lembro que não há, em nossa Constituição, nenhum dispositivo sinalizando que governar mal é motivo para um presidente sofrer impeachment.

Portanto, esses e-mails são para que os que defendem a permanência dela enviem mensagens aos deputados alertando para a responsabilidade que eles possuem, neste momento, perante o país e o povo brasileiro, para que reflitam se realmente o país ficará melhor sem ela.

Por último, peço, encarecidamente, aos meus amigos (e são muitos) que são a favor do impeachment – e quem têm todo direito de ser – que não se manifestem aqui, pois não quero que esse post vire palco de discussão inútil, que muitas vezes descamba (como já aconteceu) para ofensas pessoais. Muito obrigado.
dep.carlossampaio@camara.leg.br,
dep.brunocovas@camara.leg.br,
dep.jutahyjunior@camara.leg.br,
dep.nilsonleitao@camara.leg.br,
dep.sheridan@camara.leg.br,
dep.pauloabiackel@camara.leg.br,
dep.mendoncafilho@camara.leg.br,
dep.rodrigomaia@camara.leg.br,
dep.elmarnascimento@camara.leg.br,
dep.alexmanente@camara.leg.br,
dep.fernandocoelhofilho@camara.leg.br,
dep.bebeto@camara.leg.br,
dep.daniloforte@camara.leg.br,
dep.tadeualencar@camara.leg.br,
dep.paulopereiradasilva@camara.leg.br,
dep.fernandofrancischini@camara.leg.br,
dep.eduardobolsonaro@camara.leg.br,
dep.pr.marcofeliciano@camara.leg.br,
dep.evairdemelo@camara.leg.br,
dep.jhonatandejesus@camara.leg.br,
dep.marcelosquassoni@camara.leg.br,
dep.chicoalencar@camara.leg.br,
dep.rogeriorosso@camara.leg.br,
dep.paulomagalhaes@camara.leg.br,
dep.marcosmontes@camara.leg.br,
dep.juliocesar@camara.leg.br,
dep.welitonprado@camara.leg.br,
dep.flavionogueira@camara.leg.br,
dep.wevertonrocha@camara.leg.br,
dep.leonardopicciani@camara.leg.br,
dep.leonardoquintao@camara.leg.br,
dep.altineucortes@camara.leg.br,
dep.joaomarcelosouza@camara.leg.br,
dep.washingtonreis@camara.leg.br,
dep.valtenirpereira@camara.leg.br,
dep.osmarterra@camara.leg.br,
dep.luciovieiralima@camara.leg.br,
dep.mauromariani@camara.leg.br,
dep.juniormarreca@camara.leg.br,
dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br,
dep.jeronimogoergen@camara.leg.br,
dep.juliolopes@camara.leg.br,
dep.robertobritto@camara.leg.br,
dep.paulomaluf@camara.leg.br,
dep.benitogama@camara.leg.br,
dep.jovairarantes@camara.leg.br,
dep.luizcarlosbusato@camara.leg.br,
dep.arlindochinaglia@camara.leg.br,
dep.henriquefontana@camara.leg.br,
dep.josementor@camara.leg.br,
dep.pauloteixeira@camara.leg.br,
dep.vicentecandido@camara.leg.br,
dep.wadihdamous@camara.leg.br,
dep.zegeraldo@camara.leg.br,
dep.pepevargas@camara.leg.br,
dep.bacelar@camara.leg.br,
dep.joserocha@camara.leg.br,
dep.ediolopes@camara.leg.br,
dep.zenaidemaia@camara.leg.br,
dep.mauricioquintellalessa@camara.leg.br,
dep.erosbiondini@camara.leg.br,
dep.ronaldofonseca@camara.leg.br,
dep.jandirafeghali@camara.leg.br,
dep.silviocosta@camara.leg.br,
dep.alielmachado@camara.leg.br,
dep.marceloaro@camara.leg.br,

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Dá pra ter esperança nas religiões? Dá, desde que as pessoas as usem e as pratiquem para se tornarem melhores e melhorarem a vida dos outros, cuidando do sofrimento do próximo. Sugiro a leitura desta reportagem do site Metrópoles.

http://www.metropoles.com/vida-e-estilo/comportamento/pastor-brasiliense-pede-perdao-a-homossexuais-em-cerimonia-de-lava-pes

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O Globo

O Globo

Será que algum dia verei os monumentos do país onde nasci iluminados com as cores da bandeira de algum país africano, como a Nigéria, por exemplo, onde o Boko Haram trucida centenas de velhos, crianças e mulheres?

Ou será que só a Europa, que chupou nosso sangue durante séculos, merece dó, condolências e homenagens sentidas?

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