André Giusti - foto: Luana Lleras
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Fonte vimeo.com

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Assisti a dois filmes neste fim de semana que penso valerem registro.

O primeiro é Três Corações, uma produção francesa do ano passado.

A história trata de uma terrível coincidência amorosa, que embora inusitada, não isenta nenhum mortal de vivê-la, mesmo que a possibilidade seja menos que ínfima.

Dois pontos me chamaram a atenção no filme. Um é a tensão permanente, que vai quase da primeira cena até a última.

O outro é o final. Feliz? Triste? Trágico? Suave?

Necessário, eu diria.

Fonte www.adorocinema.com

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O segundo é Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência, um filme de nacionalidade quadrupla.

Se o título causa estranheza, espere para ver o filme.

Ele é tão estranho, que provoca até gargalhadas em alguns momentos, especialmente no começo.

Mas logo depois o que aparece na tela é de dar nó na cabeça.

Quando algo ameaça fazer sentido, há um novo surto no roteiro, na direção, e tudo volta a ser um quebra cabeça lisérgico de dez mil peças.

Não se sinta burro quando sair do cinema.

Desconfie é da honestidade intelectual de quem disser que esse filme é uma obra de arte, uma sacudida da genialidade na mesmice do cinema.

Porque não é.

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The first time I met the blues certamente foi ouvindo você cantar e tocar.
E hoje o céu ficou mais blue.
Valeu, Menino Rei do Blues!

Fonte www.oesquema.com.br

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Ela já foi um cachorro que entrava em casa, subia no sofá, metia-se nas cobertas quando dormia na cama dele.

Fazia cocô e xixi na sala.

Até que um dia ele resolveu que ela ficaria lá fora, e fechou a porta das visitas e também a dos fundos.

Hoje ela ainda late, mas é lá do fundo do quintal, presa na casinha, sem água nem ração.

Às vezes, quando a casa está em silêncio, ainda se ouvem seus latidos, cada dia mais exaustos.

Chegará o dia, e este não tardará, em que ela estará morta ao amanhecer, e ele a enterrará sem qualquer emoção.

Apenas com as marcas secas do tempo em que ela entrava em casa.

Fonte noticias.band.uol.com.br

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Releio O Alienista, um dos mais famosos contos de Machado de Assis, e me detenho algum tempo em um detalhe que passou despercebido na primeira leitura, há anos.

É a explicação do bruxo do Cosme Velho do que seja matraca. Ao ler sua descrição, concebe-se como perfeito o significado que a palavra possui na atualidade.

Como no Brasil colônia não havia imprensa, algumas formas rudimentares davam ao povo a satisfação do que acontecia na sociedade.

Uma delas era a matraca, instrumento que, pela descrição de Machado, fazia, em linguagem contemporânea, um esporro do cão.

Quem tinha algo a comunicar à sociedade – qualquer fato, nascimento, morte – contratava um sujeito, que parava no meio dos povoados de então e começava a tocar a matraca. O barulh0 atraía o povo e a mensagem era dada. Com a maestria de quem foi o maior escritor brasileiro de todos os tempos, e um dos maiores do mundo, Machado de Assis escreve que “O sistema tinha inconvenientes para a paz pública”. A partir do atual significado do vocábulo, é de se imaginar o quanto.

Portanto, se você não conhecia esta história, agora, quando seu sua chefe chefa mulher marido namorada namorado colega de trabalho desandar a encher seus ouvidos com a língua sem freio, contenha-se, e desvie sua ânsia de lhe apertar o pescoço para pensar na genialidade de Machado de Assis.

Fonte www.memorialdoimigrante.org.br

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Distraído, chega na bilheteria do cinema e pede:

- Moça, vê uma inteira pro Terra Salgada.

Contando as notas pro troco, ela responde, sorrindo no canto da boca:

- É quase isso, moço, é quase isso…

Fonte imovision.com.br

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O show do Kiss em Brasília terminou há quase 72 horas e eu ainda sinto vontade de escrever sobre ele.

Eu estava na primeira apresentação da banda no Brasil. Foi em 83, no Maracanã, o primeiro mega show a que assisti na vida. Fedelho de 15 anos, fui pelas músicas que eu ouvia no rádio, mas também pra conferir se era verdade mesmo a história de que o Gene Simmons esmagava pintinhos com aquelas botas de saltos enormes. Não era.

Qual a diferença daquele show d’antanho e o de agora? Uma baita evolução da tecnologia, que transformou o que à época já era espetáculo numa loucura batida no liquidificador com ópera e cinema, e com uma cerejinha que tem um quê de Cirque du Soleil (desculpas se pirei).

O que é igual? O vigor da banda, que se traduz não apenas na pirotecnia, mas na execução das músicas, nos solos, nos vocais, nas porradas na bateria, nos rebolados e pulos no palco.

Há um tipo de músico que dá balão no tempo: ao invés de decair rumo à decrepitude e à caricatura de si mesmo, ele faz do passar dos anos a fórmula de chegar mais ou menos perto da perfeição. Gene Simmons e Paul Stanley (principalmente) podem ser exemplos.

É claro que nos últimos dias não faltou quem taxasse de rock farofa os quatro mascarados. No geral, é gente que enche a boca pra dizer que é fã, por exemplo, do Radio Head, como se isso fosse um atestado de inteligência e bom gosto. Eu gosto também do Radio Head, mas não encho a boca por isso.

Acho que é um pouco de reducionismo enxergar o Rock’n Roll apenas por um prisma.

Penso também que nele cabe tudo. O protesto, as questões sociais, existenciais, a sátira, a alegria juvenil, a dor de corno. E também a farofa.

E roubando um pouco a ideia do Maurício Angelo, uma farofa muito bem temperada, com ovo, linguiça e bacon.

Essa mesmo que o Kiss serviu em Brasília.

Fonte g1.globo.com

Fonte g1.globo.com

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Fonte www.clmais.com.br

Fonte www.clmais.com.br

Quando ele ia jogar no lixo a rolha do vinho que tomara no almoço, a filha mais velha perguntou:

- Pai, por que você não guarda as rolhas dos vinhos que você bebe? Que nem o tio Valério faz. Ele guarda todas num vidro redondo, enorme, que fica na sala decorando. É bem bonito.

O pai sorriu. A resposta era simples.

- Porque seu pai não pode comprar vinhos tão bons e caros como seu tio…

Ainda mais simples foi a resposta da filha, do alto da pureza de seus dez anos.

- Mas pai, o importante não é o preço. O que conta é que você estava feliz quando abriu o vinho, que foi um momento bacana…

Sorriu sem dizer nada, até porque nada restou pra dizer, mas quase abriu outra garrafa só para brindar à filha que havia posto no mundo.

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Quem mora em Brasília tem até o fim de semana que vem (24, 25 e 26/4) a oportunidade de refletir, a partir da magia do teatro, sobre ser feliz fazendo o que se ama, e com esse amor pelo que se faz , ser feliz na vida e fazer feliz quem está ao redor.

Em minha opinião, é a grande lição que fica do espetáculo Quando o Coração Transborda, em cartaz no Espaço Cena (205 Norte), um monólogo com a atriz Maíra Oliveira, que também assina o texto e a direção.

Marina é burilada no teatro de rua, cuja mestria aprendeu com o pai, o lendário Ary Pára-Raios. Nos anos 70, Ary levou para Brasília e demais cidades do Distrito Federal música, acrobacia e adaptação de textos de autores como Shakespeare, montados pelo Esquadrão da Vida, um grupo de teatro de rua batizado com esse nome justamente para mostrar que iria levar ao povo o oposto do terror daquela época, representado tão bem, entre outros, pelo sanguinário Esquadrão da Morte.

Quando o Coração Transborda mostra a luta e a persistência de Maíra em seguir a carreira escolhida pelo pai, mas a peça fala muito mais do que paixão pelo teatro ou idealismo de artista.

É um recado poético a quem, por exemplo, se exime de ser feliz ao fazer a opção pela vida materialmente segura que um belo cargo no serviço público pode proporcionar. Vai tocar fundo psicólogos, músicos ou arquitetos frustrados que passaram a vida carimbando papeis e dando andamento a processos.

Recomendo a peça especialmente aos jovens, que nem bem deram os primeiros passos na universidade e já estão preocupados em garantir a aposentadoria.

Fonte Catracalivre.com.br

Fonte Catracalivre.com.br

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Sabe aqueles discos que marcaram demais a nossa vida e a gente reencontra depois de anos sem escutar? Pois é…Supertramp_-_Breakfast_in_America_(1979)

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DSC_0383

Comprei por uns R$ 12 na Livraria Saraiva e estou me acabando de rir. A edição é da própria livraria.

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