André Giusti - foto: Luana Lleras
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www.leonardoduarte.com.br

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Menos grupos de uatzápi e mais grupos de

- Pelada
- Boteco
- Poesia
- Leitura
- Vinho
- Ajuda ao próximo
(A ordem pode ser invertida, a depender do momento do dia)

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www.mundoboaforma.com.br

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O que me chama a atenção nesse cano estourado das delações da operação lava-jato não aparece nos jornais.

É a cara dos eleitores de Marina Silva e Aécio Neves, em 2014.

Tomem isso apenas como observação, jamais como defesa da presidente afastada, porque na verdade ninguém sabe o que ainda está por vir.

Acontece que naquela ocasião, e mesmo depois com o transcorrer do apodrecimento do governo Dilma, o discurso desses dois grupos de eleitores incluía com veemência o combate à corrupção.

Pelo que diziam, acreditavam em boa parte que seus candidatos eram honestos. Os eleitores de Marina, principalmente.

Com os nomes dos dois enchendo a boca dos delatores, os votantes, em sua maioria, fazem aquela impassível cara de paisagem.

Acossados por uma pergunta do tipo “e agora? O que você me diz?”, limitam-se a resmungar um “não tem jeito, todos eles roubam mesmo”.

Como não há mais panelas a bater nas janelas nem mar de camisetas da CBF pelas ruas, comprova-se que aquele voto “consciente” de quase dois anos atrás, e principalmente os protestos que sucederam as eleições, não eram mesmo contra a corrupção, mas sim um movimento que a elite brasileira produziu contra um governo, que embora também apodrecido, ousou estender determinados privilégios a outras camadas da população.

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Marcos Labanca

Marcos Labanca

Que todos os muros brancos, cinzas, que todos os tapumes opacos sejam grafitados.

Que haja artistas de rua com seus malabares em todos os semáforos da cidade.

Nossos olhos e mentes precisam sair das gaiolas mais vezes ao dia.

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Sensacionalista

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pt.dreamstime.com

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Recebi várias mensagens de amigos e parentes criticando os protestos dos artistas contra a extinção (felizmente revertida) do ministério da Cultura.

A linha mestra da crítica aos artistas é aquele mesmo samba de uma nota só: quero ver esses artistas protestarem contra a situação da saúde, dos hospitais públicos.

E mais além não vão, não arriscam qualquer argumento que prove a desnecessidade de um setor que emprega milhões de pessoas e é vital à sanidade mental da população não possuir uma pasta que cuide de políticas próprias para ele.

Todos que vi protestar na rede social, ou enviando mensagens via uatzápi, são brancos, de classe média e quando precisam metem a carteirinha do plano no bolso e vão lá no Sabin, na Rede D’or.

Que eu saiba, jamais se importaram, e muito menos protestaram, com a situação de qualquer hospital público.

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guiame.com.br

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Chamou a irmã do meio de branquicela, lagartixa e magricela.

Sua mimadinha! Ouviu em troca.

Eu te odeio, garota horrorosa! Encheu o peito e replicou.

O pai mandou que parassem, sem ânimo para investigar os motivos para aquilo tudo. Quando as três filhas brigavam, todas estavam certas, e, ao mesmo tempo, nenhuma tinha razão.

Apressou as três. Iriam ao laboratório. A do meio teria que colher sangue para exame.

Mas o que é tão banal virou confusão. A menina, ao ver a agulha espetá-la e a seringa ser tomada, de repente, por aquele tom grená que lembrava os vinhos do pai, empalideceu, revirou os olhinhos e desmaiou.

Acorreram enfermeiros de todos os lados. Puseram algodão embebido em éter em suas narinas, e a criança foi, aos poucos, voltando, mas bastante esmaecida; os lábios acinzentados recobravam a cor.

A enfermeira trouxe um lanche. Era importante acabar logo com aquele jejum de 12 horas, necessário para a coleta.

Entre as duas irmãs – a mais velha e a caçula – a filha do meio voltava a si, com um copo de chocolate encostado à boca e um pão de queijo erguido proximamente, esperando a hora de uma dentada.

E quem segurava o pão de queijo, carinhosamente preocupada, era ninguém mais ninguém menos que a mais nova, a mesma que apenas uma hora antes vociferara as piores ofensas possíveis para uma menina de nove anos.

- Ué, você não disse que odiava a sua irmã? – e o pai perguntou, irônico, um leve sorriso de quem conhecia o limite da raiva daquelas pequenas.

Ela quis segurar o riso, mas não conseguiu. Mesmo assim, não deu o braço a torcer.

- Eu odeio, mas não quero que ela morra.

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blogquestaodeestilo.com

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Exposição de Frida Khalo, Centro Cultural da Caixa, Brasília – DF.

A menina vira e fala alto, como se estivesse na mesa da sala de casa.

- Mãe, não tinha pinça na época dessa mulher não, é?

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mdemulher.abril.com.br

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Por muitos anos tentei disfarçar meus defeitos.

Tantas vezes engoli a seco e sorri amarelo buscando um disfarce em situações que me colocavam pele a pele com o que tenho de pior.

Não que eu quisesse parecer bonzinho.

O que eu não queria, por vergonha, era deixar claro como sou ruim.

Sempre me contorci, por exemplo, para não demonstrar ciúme, e não apenas de namoradas, muitas vezes de amigos também.

Ciúme é o código Morse da insegurança, que por sua vez desnuda uma pessoa frágil. E é preciso ter coragem para se mostrar frágil nesse mundo. Eu não tinha.

Mais que ciumento, rebolava para que não notassem como sou invejoso. Afinal, a inveja atesta pobreza de espírito, e como ser agente de um mundo melhor com essa condição?

São apenas dois exemplos dos penhascos obscuros da minha personalidade.

Na semana em que o calendário me pôs a dois passos dos 50, acho que cristalizei um processo iniciado lá pelos primeiros anos dos 40: assumir para mim mesmo quem realmente sou, me olhar no espelho como sou quando acordo, de cabelo amarrotado e barba por fazer. Pros outros, não me preocupar se não pareço um cara saído do banho, perfumado, com a roupa pega uma hora antes na lavanderia.

Tenho ciúmes e sou invejoso, e esses já são defeitos suficientes para justificar o que quero dizer aqui. Não preciso falar sobre os tantos outros.

Posso ter tanto ciúme de um ex-namorado de vinte e tantos anos atrás, quanto de um amigo que vai à casa de outro amigo em São Paulo, mas não vem à minha em Brasília.

Tenho inveja de quem viaja muito e viajou sempre pro exterior, de quem anda com notas de R$ 50 na carteira e dela as tira como se fossem de R$ 5. Ou até de R$ 2. Tenho inveja de quem compra, do nada, uma bela roupa, só porque estava passando pela loja e gostou do que viu na vitrine. E que vai sair dali sem a consciência pesada em relação às contas que vão vencer.

Assumir a bosta de pessoa que sou em determinados – e tantos – momentos me traz uma paz que eu não tinha quando lançava mão do disfarce.

E a consciência clara de quem realmente sou, e como isso me atrapalha, torna mais premente a necessidade de tentar mudar.

Se eu não mudar, não é por falta de conhecimento do que precisa se transformar em mim.

PS: Acho brega mandar flores pra mulher.
PS2: Tenho preconceito contra quem gosta de música sertaneja e de pagode.

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http://www.otempo.com.br/

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Por Carlos Oliveira*

A partir de amanhã poderemos desativar os departamentos de combate à corrupção da Polícia Federal, do Ministério Público, das Polícias Civis. Não precisaremos mais da Controladoria Geral da União nem muito menos dos Tribunais de Contas. Serão supérfluos de agora em diante.

Vamos comemorar! Enfim, depois de 516 anos de existência, com a saída do PT da Presidência da República, estaremos livres da corrupção. Nosso país agora será governado por gente extremamente honesta. Se fosse católico, de verdade, votaria pela a canonização de todos.

Ah! Também podemos fazer uma emenda à Constituição eliminando a figura das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A partir desta quinta-feira serão inócuas. Não haverá mais corrupção para investigarem.

Aplaudamos! Em breve não precisaremos mais de políticas sociais, pois seremos um dos países mais iguais do Planeta. A fórmula econômica defendida pelo “novo” governo conseguiu eliminar a pobreza no mundo. Só faltava o Brasil.

Outra coisa digna de celebração: agora não vamos mais precisar de leis trabalhistas nem de Tribunais do Trabalho. Não haverá mais contencioso entre patrões e empregados, pois, com o novo governo, o clima será de harmonia total.

Não haverá mais exploração de mão de obra, salários e condições de trabalho indignas. Melhor, patrões e empregados sentarão à mesa em condições de igualdade para negociar.
A tão propalada reforma agrária vai sair. Não haverá mais conflito por terra no Brasil. Que estupendo!

Concluindo, as políticas econômicas “modernas” defendidas por Henrique Meireles, Armínio Fraga e companhia, em pouco tempo, farão do Brasil uma Suíça, Dinamarca, Alemanha.
Elas são criticadas por economistas ganhadores do Prêmio Nobel, como Joseph Stiglitz, Paul Krugman, entre outros, mas esses caras são uns imbecis. Não sei como ganharam uma premiação como esta.

Por que não enxerguei isto antes? Sou mesmo um inepto. Já deveria estar apoiando o “impeachment” há tempos.

Agora teremos um país justo, equitativo, honesto, com políticos exemplares, população unida, pensando no país. Viva! Vamos comemorar!

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www.meuportal.net

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Seguem algumas pequenas coisas que postei nos últimos dias em minha conta pessoal no feici búqui

1 – Ei, meninas! Prestem atenção em como o seu namorado trata a mãe dele. É o mesmo modo com que ele vai tratar vocês no futuro.

2 – Feriado no domingo é mais inútil que manual de ajuda do windows.

3 – Quando a fase tá ruim, nem ovo cozido sai direito.

4 – Má fé ou displicência? Um pote de sal – sem nada escrito – ao lado da garrafa de café sem açúcar, duas xícaras e duas colherinhas…

5 -Gente, na boa, abrir uma frase dizendo “Então”, quando se precisa explicar ou justificar algo, é muito, mas muito chato. Piedade.

6 – Todos os dias vale muito a pena ser pai, em alguns, vale mais ainda. Hoje, minha filha mais nova virou e disse: “Pai, bota Help pra eu ouvir!”

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