André Giusti - foto: Luana Lleras
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dialmformovies.wordpress.com

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Outro dia escrevi na rede social que gosto muito quando vejo uma moça nova cuidando bem da mãe. Ou um rapaz fazendo o mesmo com o pai. Ou vice-versa.

É que vi, na praça de alimentação do shopping, uma moça típica dos dias de hoje: tatuagem, piercing, corpo malhado e beleza viril. Que se desmanchava em zelo com a mãe, uns trinta anos mais velha.

Com amor em forma de cuidado e atenção, leu o cardápio do restaurante para a senhora. Depois acomodou-a numa das mesas da praça da alimentação. Minutos depois, foi apressada pegar a comida quando a campainha chamou a senha.

Só esqueci de dizer que provavelmente aquela senhora estava colhendo os frutos de uma educação que entregou à filha amor, zelo, cuidado e atenção.

E agora estava recebendo de volta.

Educar os filhos com amor não é pensar apenas neles.

É pensar também em nós.

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è isso

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Dona Simone, a gente é que não pode aceitar mais esse tipo de gente igual à senhora.

Tipo de gente

Correio Braziliense, 29/6/2016

Patroa demite mãe solteira porque não podia ‘aceitar esse tipo de gente’
A justificava se estende para os filhos, que poderiam “aprender algo errado”, e o marido, porque não queria “esse tipo de gente” perto dele

Uma publicação em uma página do Facebook gerou revolta por evidenciar um caso de preconceito. Publicados pelo “Diário de uma mãe solteira”, na última sexta-feira (24/6), prints de uma conversa de WhatsApp denunciam uma patroa que dispensou uma faxineira porque a prestadora de serviço tem filhos e não é casada. De acordo com a empregadora, não seria possível “aceitar esse tipo de gente” na casa dela.

A justificava se estende para os filhos, que poderiam “aprender algo errado”, e o marido, porque não queria “esse tipo de gente” perto dele. Apesar do pedido – até desesperado – da faxineira, a decisão de demiti-la não se altera e a empregadora afirma que o dinheiro devido poderá ser retirado com o porteiro do prédio.

Até a publicação da reportagem, o post tinha cerca de 8,9 mil reações (entre curtidas e emoctions de tristeza e raiva), mais de cinco mil compartilhamentos e 1,2 mil comentários, a maioria de indignação.

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Governador em exercício. Exercício da patetice.

epoca.globo.com

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Foto Giustipress

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pt.123rf.com

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Este fim de semana descobri que o spotfy pode funcionar no celular sem que seja gasto o pacote de internet.

Acho que foi uma das melhores, se não a melhor, descoberta do ano.

Claro que não descobri sozinho.

Quem me contou foi minha filha mais velha, achando graça do meu espanto por coisa tão trivial, fazendo aquela cara que fazem todos dessa geração touch screen em convivência com dinossauros da época do fax.

Pluguei o celular no rádio do carro e lá fui cidade afora ouvindo eufórico todos os discos que meu pouco tempo de assinante já me permitiu baixar.

Pelas minhas contas, essa é minha terceira revolução como ouvidor compulsivo de Rock, Blues e periféricos.

A primeira foi vinil – CD; a segunda CD – mp3.

Me achando o ser mais tecnológico do andar em que moro, já olho meu Ipod enxergando nele os primeiros ares de peça de museu.

Aguardo para qualquer momento uma de minhas filhas dizer que saiu um chip que você prega na orelha e que com um pequeno movimento do olho seleciona o álbum que quer ouvir, entre todos os possíveis e imaginários da face da Terra.

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www.leonardoduarte.com.br

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Menos grupos de uatzápi e mais grupos de

- Pelada
- Boteco
- Poesia
- Leitura
- Vinho
- Ajuda ao próximo
(A ordem pode ser invertida, a depender do momento do dia)

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www.mundoboaforma.com.br

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O que me chama a atenção nesse cano estourado das delações da operação lava-jato não aparece nos jornais.

É a cara dos eleitores de Marina Silva e Aécio Neves, em 2014.

Tomem isso apenas como observação, jamais como defesa da presidente afastada, porque na verdade ninguém sabe o que ainda está por vir.

Acontece que naquela ocasião, e mesmo depois com o transcorrer do apodrecimento do governo Dilma, o discurso desses dois grupos de eleitores incluía com veemência o combate à corrupção.

Pelo que diziam, acreditavam em boa parte que seus candidatos eram honestos. Os eleitores de Marina, principalmente.

Com os nomes dos dois enchendo a boca dos delatores, os votantes, em sua maioria, fazem aquela impassível cara de paisagem.

Acossados por uma pergunta do tipo “e agora? O que você me diz?”, limitam-se a resmungar um “não tem jeito, todos eles roubam mesmo”.

Como não há mais panelas a bater nas janelas nem mar de camisetas da CBF pelas ruas, comprova-se que aquele voto “consciente” de quase dois anos atrás, e principalmente os protestos que sucederam as eleições, não eram mesmo contra a corrupção, mas sim um movimento que a elite brasileira produziu contra um governo, que embora também apodrecido, ousou estender determinados privilégios a outras camadas da população.

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Marcos Labanca

Marcos Labanca

Que todos os muros brancos, cinzas, que todos os tapumes opacos sejam grafitados.

Que haja artistas de rua com seus malabares em todos os semáforos da cidade.

Nossos olhos e mentes precisam sair das gaiolas mais vezes ao dia.

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Sensacionalista

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