André Giusti - foto: Luana Lleras
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Amigo meu de longa data me manda pelo Messenger foto de um post de uma outra colega, também de muitos anos, na qual ela conta que foi assaltada.

Lá pelas tantas, ela diz que o que a chamou a atenção foi o fato de o assaltante parecer um garoto normal, que não era um “ tipo suspeito”.

Meu amigo, pelo Messenger, me pergunta o que seria um “garoto normal”.

Dá pra responder o que seria a partir da ideia que o senso comum da sociedade faz do “tipo suspeito”.

Pelo parâmetro do preconceito, sabemos que um é, em termos de cor da pele, vestimenta e roupas totalmente diferente do outro.

Respondo a mensagem lembrando que “garotos normais” também podem delinquir, e pelo que vemos e sabemos, fazem isso com relativa frequência.

Peço a ele que responda isso a ela, pois há algum tempo desfiz a amizade com a antiga colega, e já nem sei bem mais porque, mas vendo outra vez seu post sobre o assalto, posso imaginar qual deve ter sido motivo.

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ateondedeuprairdebicicleta.com.br

Na perfumaria da linguagem marqueteira, o cara que sai pela rua vendendo salgadinho naquelas bicicletas com aquele suporte na frente é proprietário de uma bike food. O mundo de hoje me dá um sono…

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Sabe quem realmente paga o pato? Aliás, sabe quem realmente sempre pagou e vai continuar pagando? Negros e pobres e suas crianças. Estes sim, sempre pagaram realmente o pato. Mas…quem se importa, né? São apenas negros e pobres e suas crianças.

http://globoplay.globo.com/v/4931696/

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Para que não esqueçamos, para que nunca se repita.

tecituras.wordpress.com

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laurocampos.org.br

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professorkibersitherc.blogs.sapo.pt

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O Beirute, um dos mais tradicionais restaurantes de Brasília, está fazendo 50 anos.

O local já serviu de alcova para intelectuais que pensaram um país melhor, quando isso dava pau de arara, choque elétrico, desaparecimento e morte.

Naquelas mesas sentou-se gente como Renato Russo, à época um simples e desconhecido professor de inglês.

Para comemorar o meio século de boa comida, cerveja gelada e esse eterno ar de resistência cultural e política, foi organizado um sarau com doze poetas que vivem na cidade.

Tive a honra de ser um dos escolhidos.

Quem conhece o Beirute sabe que não é pouca coisa participar de um evento como este, num dos redutos da inteligentzia da capital do país.

Entusiasmado, escolhi com carinho dois poemas para me apresentar agora em abril, lá pelo dia dez ou 12.

Ontem a promotora do evento me mandou uma mensagem, bem chateada, avisando que o sarau foi cancelado, sem outra data para ocorrer.

Na explicação, uma capacidade admirável de síntese, não apenas textual, mas do atual cenário nacional: não há clima para o evento, estamos com medo de uma possível confusão.

É esse o espírito atual do país que busca uma nova era.

Está ficando difícil viver por aqui.

Ou melhor: está voltando a ficar.

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Postei essa mensagem no feici búqui, que serve também aqui pro blog.

Estes e-mails abaixo são dos deputados que fazem parte da comissão que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. E esta minha mensagem é dirigida a todos que, assim como eu, não concordam com a saída dela do cargo, por acreditarem que, embora ela faça um governo (muito) fraco, não há, pelo menos até o momento, provas de que cometeu crime, o que seria – aí sim – motivo para tirá-la da presidência.

Lembro que não há, em nossa Constituição, nenhum dispositivo sinalizando que governar mal é motivo para um presidente sofrer impeachment.

Portanto, esses e-mails são para que os que defendem a permanência dela enviem mensagens aos deputados alertando para a responsabilidade que eles possuem, neste momento, perante o país e o povo brasileiro, para que reflitam se realmente o país ficará melhor sem ela.

Por último, peço, encarecidamente, aos meus amigos (e são muitos) que são a favor do impeachment – e quem têm todo direito de ser – que não se manifestem aqui, pois não quero que esse post vire palco de discussão inútil, que muitas vezes descamba (como já aconteceu) para ofensas pessoais. Muito obrigado.
dep.carlossampaio@camara.leg.br,
dep.brunocovas@camara.leg.br,
dep.jutahyjunior@camara.leg.br,
dep.nilsonleitao@camara.leg.br,
dep.sheridan@camara.leg.br,
dep.pauloabiackel@camara.leg.br,
dep.mendoncafilho@camara.leg.br,
dep.rodrigomaia@camara.leg.br,
dep.elmarnascimento@camara.leg.br,
dep.alexmanente@camara.leg.br,
dep.fernandocoelhofilho@camara.leg.br,
dep.bebeto@camara.leg.br,
dep.daniloforte@camara.leg.br,
dep.tadeualencar@camara.leg.br,
dep.paulopereiradasilva@camara.leg.br,
dep.fernandofrancischini@camara.leg.br,
dep.eduardobolsonaro@camara.leg.br,
dep.pr.marcofeliciano@camara.leg.br,
dep.evairdemelo@camara.leg.br,
dep.jhonatandejesus@camara.leg.br,
dep.marcelosquassoni@camara.leg.br,
dep.chicoalencar@camara.leg.br,
dep.rogeriorosso@camara.leg.br,
dep.paulomagalhaes@camara.leg.br,
dep.marcosmontes@camara.leg.br,
dep.juliocesar@camara.leg.br,
dep.welitonprado@camara.leg.br,
dep.flavionogueira@camara.leg.br,
dep.wevertonrocha@camara.leg.br,
dep.leonardopicciani@camara.leg.br,
dep.leonardoquintao@camara.leg.br,
dep.altineucortes@camara.leg.br,
dep.joaomarcelosouza@camara.leg.br,
dep.washingtonreis@camara.leg.br,
dep.valtenirpereira@camara.leg.br,
dep.osmarterra@camara.leg.br,
dep.luciovieiralima@camara.leg.br,
dep.mauromariani@camara.leg.br,
dep.juniormarreca@camara.leg.br,
dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br,
dep.jeronimogoergen@camara.leg.br,
dep.juliolopes@camara.leg.br,
dep.robertobritto@camara.leg.br,
dep.paulomaluf@camara.leg.br,
dep.benitogama@camara.leg.br,
dep.jovairarantes@camara.leg.br,
dep.luizcarlosbusato@camara.leg.br,
dep.arlindochinaglia@camara.leg.br,
dep.henriquefontana@camara.leg.br,
dep.josementor@camara.leg.br,
dep.pauloteixeira@camara.leg.br,
dep.vicentecandido@camara.leg.br,
dep.wadihdamous@camara.leg.br,
dep.zegeraldo@camara.leg.br,
dep.pepevargas@camara.leg.br,
dep.bacelar@camara.leg.br,
dep.joserocha@camara.leg.br,
dep.ediolopes@camara.leg.br,
dep.zenaidemaia@camara.leg.br,
dep.mauricioquintellalessa@camara.leg.br,
dep.erosbiondini@camara.leg.br,
dep.ronaldofonseca@camara.leg.br,
dep.jandirafeghali@camara.leg.br,
dep.silviocosta@camara.leg.br,
dep.alielmachado@camara.leg.br,
dep.marceloaro@camara.leg.br,

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Dá pra ter esperança nas religiões? Dá, desde que as pessoas as usem e as pratiquem para se tornarem melhores e melhorarem a vida dos outros, cuidando do sofrimento do próximo. Sugiro a leitura desta reportagem do site Metrópoles.

http://www.metropoles.com/vida-e-estilo/comportamento/pastor-brasiliense-pede-perdao-a-homossexuais-em-cerimonia-de-lava-pes

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O Globo

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Será que algum dia verei os monumentos do país onde nasci iluminados com as cores da bandeira de algum país africano, como a Nigéria, por exemplo, onde o Boko Haram trucida centenas de velhos, crianças e mulheres?

Ou será que só a Europa, que chupou nosso sangue durante séculos, merece dó, condolências e homenagens sentidas?

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g1.globo.com

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Não tenho comprovação científica, mas me arrisco a palpitar que boa parte dos 68% ouvidos pelo Data Folha se declarando a favor do impeachment de Dilma Rousseff não o são pelos motivos legais que podem impedir um governante de continuar seu mandato.

Eles querem que Dilma suma de vez porque a inflação ‘tá comendo o salário ou porque ‘tá procurando emprego e não acha. Ou mesmo as duas coisas juntas, o que é ainda pior.

Essas pessoas têm razão para querer o impeachment.

Só não têm conhecimento da Constituição Federal, lei maior do país.

Ser um mau governante, o que é o caso, não é motivo para apear ninguém do Planalto. Isso não está na Constituição. E como no jogo do bicho, na lei também só vale o que está escrito.

Para tirar um presidente que é ruim porque não cuida dos preços e do emprego como deveria, o caminho é outro, e pela mesma Constituição isso só pode acontecer daqui a mais ou menos dois anos e meio. Nas urnas.

Com o nível de instrução do brasileiro, é quase certo que, infelizmente, a maioria das pessoas não saiba disso.

Mas há uma minoria bem esperta que sabe. E sabe muito bem.

Mas por interesse próprio, faz de conta que nunca nem ouviu falar.

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