André Giusti - foto: Luana Lleras
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www.foxfilm.com.br

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É bem sugestivo que esteja em cartaz justamente agora o filme Os 33, com Juliete Binoche, Antônio Banderas e Rodrigo Santoro, cada vez mais adaptado à linguagem de Hollywood.

Ele conta o drama vivido pelo grupo de mineiros chilenos que passaram mais de dois meses trancados numa mina no Deserto do Atacama após um desmoronamento, em 2010.

No enredo, descaso com a vida humana, desrespeito com o meio ambiente e desprezo pelos limites da natureza quando dela retiramos recursos para o nosso “progresso”, ou, na maioria dos casos, enriquecimento desmedido de uma sempre minoria gananciosa.

O filme tem uma das cenas mais lindas e emocionantes que vi até hoje no cinema, mas que não falarei para não diminuir, um dedinho que seja, a surpresa de quem for assistir.

Pena que o que de belo há no filme não se repetirá com as quase trinta pessoas que estão debaixo da lama em Minas.

A mineradora do Atacama não foi considerada culpada nem os mineradores levaram um trocado sequer de indenização, e isso, ao contrário da cena bela e emocionante, provavelmente é o que acontecerá no Brasil.

br.noticias.yahoo.com

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Um dia, antes de ser soterrada pela ganância do poder econômico e pelo descaso, omissão e conluio do poder público, o lugarejo de Bento Rodrigues foi assim.

O que mais dói é imaginar que algumas dessas pessoas que aparecem neste vídeo podem estar debaixo da lama neste momento. Confira neste link

https://www.facebook.com/LugaresdeMinas/videos/vb.134545900032124/541392646014112/?type=2&theater

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Jardins da 410 norte, Brasília.
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http://www.agenciadenoticias.uniceub.br/index.php/paginas-abertas-conheca-andre-giusti/?utm_campaign=shareaholic

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traços

Foi lançado nesta quarta-feira, 4, em Brasília, o primeiro número da Revista Traços, que não é apenas um projeto inovador no campo editorial e também no jornalismo. ”

É também empreendedor no campo social, já que a revista será vendida por moradores de rua. De cada R$5, que é o preço de capa, o vendedor fica com R$ 4.

Fora isso, eles são os verdadeiros fomentadores de assuntos (pautas) para a revista, pois, como vivem nas ruas, se encarregam de “levar” as ruas para os jornalistas.

A publicação é capitaneada por André Noblat e Jose Rezende Jr.

Consegui emplacar um conto logo no primeiro número da Traços.

Ele se chama Outra História de Brasília. Na verdade não é inédito. Faz parte de uma coletânea da qual participei em 2010, ao lado de autores como Nicolas Behr e o próprio José Rezende Jr, para homenagear os 50 anos de fundação da cidade. O livro está disponível aqui no site ou por encomendas em minhas páginas no feici búqui.

Como neste país se lê ainda bem pouco, o conto guarda, mesmo cinco anos depois, um fresco de ineditismo. Eis um trecho.

“Não dá cinco minutos e lá vem Dona Wanda, a secretária de peitos gordos contidos num vestido de seda, a maquiagem acentuando as fendas da velhice. Não é pessoa ruim, mas se o desembargador mandar, anda de quadro pelo tribunal, late e sacode um chocalho amarrado na bunda. Pede compreensão, o desembargador anda nervoso, são decisões que precisam ser tomadas por uma pessoa do tope dele e que o senhor, seu Joanir, não tem capacidade de avaliar, fora o que aconteceu com a filha do outro desembargador, doutor Osório, amicíssimo do doutor Antero, o senhor leu no jornal, estuprada e morta, ele anda abalado, a esposa com trauma foi pro estrangeiro, as pessoas de bem estão apavoradas.

Joanir deixa escapar que tem seis meses também estupraram e mataram a filhinha do compadre. Apóia as mãos cruzadas outra vez na ponta do cabo da vassoura. E ainda deixaram o corpo no quintal da casa. Ah, mas não é a mesma coisa seu Joanir, não é a mesma coisa, e Dona Wanda sorri certa de que não é mesmo, dá as costas com seu traseiro de máquina de lavar e também some gabinete adentro.”

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portuguese.alibaba.com

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O caso dos faxineiros de um museu na Itália que, sem saber do que se tratava, mandaram pro lixo a instalação de um artista plástico feita com garrafas de champanhe e guimbas de cigarro me lembrou de uma exposição que visitei no Museu da República, em Brasília ( http://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/faxineiros-de-museu-italiano-jogam-obra-de-arte-no-lixo-17888295 ).

Depois de zanzar por diversas peças que exigiram bastante da minha imaginação (pois meu poder de interpretação jogou a toalha a certa altura), deparei com quatro ou cinco vergalhões torcidos e enferrujados. Espetados neles, havia corpos de pequenos frangos depenados, que, ao menos não eram de verdade, e sim de látex. Os falsos franguinhos não tinham cabeça. Ou melhor, não tinham as deles. No lugar das originais, as cabeças de bonecas.

A obra não conseguiu de mim sequer um centímetro de aprovação, mas me despertou reações: ri, fiz piada, me detive nela mais tempo do que nas outras. Apenas por não ter me deixado impassível, a obra cumpriu o papel que é o da arte. No caso, podemos dizer, com certeza, que o que havia era tão somente a pretensão de ser arte.

E essa pretensão, penso eu, cria abismos entre o artista e o público. Certas obras, como os frangos de borracha espetados e com cabeças de bonecas, se pretendem geniais, mas detêm tão somente uma esquizofrênica arrogância de alguém que se acha acima da média intelectual do mundo mortal. Em outras palavras: coitado, ele não é compreendido por que é um gênio cercado de ignorantes obscuros.

Os artistas italianos, autores da instalação com garrafas e guimbas, ficaram indignados com os faxineiros. Quem sabe se no lugar da revolta por esses homens simples não terem compreendido uma presunçosa genialidade, não caberia a eles, artistas, uma autoanálise sobre se o talento que acham possuir está realmente transmitindo ao público o que querem transmitir com sua arte. Ou mesmo o que acham que querem, e podem até não ter certeza.

Recomendo o mesmo ao autor do franguinho, antes que na próxima exposição haja um faxineiro desavisado.

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Asa Norte, Brasília, DF

Asa Norte, Brasília, DF

Se eu morasse numa casa, gostaria que ela tivesse um muro branco.

Justamente para não permanecer branco.

Eu a ofereceria a algum artista de rua, como um adulto que entrega uma folha em branco para uma criança desenhar.

Imagino-me síndico de um prédio com uma comprida e lisa fachada lateral. Convocaria assembleia extraordinária para tentar convencer os moradores a enfeitá-la com um grafismo de seis, sete andares. Certamente seria voto vencido. Algum vizinho mais racional diria que “se é para ocupar a fachada, que seja com propaganda de empresa de telefonia”, para que em troca ela bancasse as despesas do condomínio. Tem lá sua grande utilidade prática, não há como negar, exibir na parede do prédio uma modelo tentando te convencer que aquela operadora de celular é tão perfeita quanto ela, modelo.

Mas o grafismo também tem, embora esta utilidade não seja tangível nas contas do fim do mês.

Pois se você parar para pensar que esses desenhos que enfeitam a cidade cobrindo muros, tapumes e trailers – como é o caso da foto – descansam os olhos e esvaziam nosso pensamento sempre lotado de afazeres, compromissos e problemas, verá que eles têm lá sim muita serventia. Nem que seja para fazer com que o tempo do sinal fechado passe mais rápido.

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Por Michelle Mattos*

http://revistaglamour.globo.com/

http://revistaglamour.globo.com/

Não cliquei no post sobre a polêmica envolvendo pedofilia no master chef Jr.

Não tive estômago pra ler as confissões do movimento super válido‪#‎primeiro‬ assédio

Ainda assim vejo com ótimos olhos a discussão. É preciso falar, comentar, dar conhecimento a essa realidade pra combater.

Mas é que pra quem habita um corpo feminino, isso não é novidade. Qual menina nunca ouviu de uma colega/amiga um relato de abuso? Qual menina nunca viu, depois que uma confessou, várias outras no mesmo círculo assumirem que foram vítimas também.

São muitas histórias. Abuso de um familiar, de um amigo da família, quando ainda se é pequena. E aí você cresce e o drama continua. No metrô, no ônibus.

Você estuda insanamente pra passar numa universidade federal. Aí você passa e não pode fazer certas disciplinas porque é perigoso o caminho até o prédio. É isolado, pouco movimentado. Vocêc é menina, lembra? Melhor não arriscar.

E no trabalho, você, que nada fez, se vê evitando ir a certos lugares pra não esbarrar com o engraçadinho que acha que tá agradando ao ficar enchendo seu ouvido com umas insistidas desnecessárias, insuportáveis, invasivas.

Habitar o corpo feminino tem isso. É tão comum que às vezes a gente nem se toca. A gente só deixa de ir, de falar, de vestir, só pra não ouvir ou atrair.

A doença está no outro, mas é você é quem fica em quarentena.

*Michelle Mattos é jornalista

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Você pretende comprar imóvel na planta? A crise econômica fez com que o que era ótimo negócio anos atrás se torna-se sinônimo de perda de dinheiro. Confira na reportagem que fiz para a TV Justiça pela Coordenadoria de Rádio e TV do Superior Tribunal de Justiça.

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www.novasonline.com.br

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Logo de manhã cedo, mesmo aos domingos e feriados, manda bom dia com florzinhas e bichinhos para todos os 15 grupos que participa no uatzápi.

Mas quando sai no corredor do prédio, nem olha na cara dos vizinhos.

Ah, vai…

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SER PAI DE MENINAS

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