André Giusti - foto: Luana Lleras
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Fotos Estefânia Dália e Bina Moura Arte Marina Mara

Fotos Estefânia Dália e Bina Moura
Arte Marina Mara

A cena da poesia feita em Brasília começou a se movimentar em 2015 com o lançamento do Calendário Poesia Nua, projeto idealizado por Marina Mara e do qual participam outros 14 poetas, entre eles este que vos escreve.  O calendário foi lançado nesta terça-feira, 27, no Lounge Poético do Balaio Café, na 201 norte, em Brasília.

Todos nós, e também Marina, fomos captados pelas lentes de Estefânia Dália e Bina Moura. As fotos, que ganharam o acabamento gráfico da Marina Mara – essa faz tudo – nos mostram desnudos em diversos níveis, mas, acima de tudo, vestidos da coragem de mostrar nossa poesia pão nosso de cada dia.

O resultado é um trabalho belíssimo a ser usado na vida prática dos leitores, já que se trata de um calendário em que, além de nos mostrarmos num ensaio sensual/artístico/poético, traz pequenos textos a serem “despidos” pelos olhos dos leitores ao longo dos doze meses deste ano da graça de 2015 que já passa depressa.

O que for arrecadado com as vendas será destinado à produção dos livros dos poetas participantes.

Quem quiser adquirir o calendário e acompanhar o passar dos dias de uma forma menos óbvia do que na folhinha que a padaria da esquina ofereceu no fim do ano ou aquela que o gerente da Caixa Econômica te deu com tanta boa vontade, entre em contato com a Marina Mara ou com o Lounge Poético no feici búqui, e que, copiando o que pus em algumas dedicatórias na noite de lançamento, que o seu 2015 seja repleto de poesia.

calendário 2

calendário 3

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Em Brasília, até a chuva vem em linha reta.

Zona Central, 16h40

Zona Central, 16h40

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Por Marina Mara

Após receber das editoras e editais alguns “nãos” e vários “qualquer coisa a gente entra em contato”, quinze poetas de Brasília tomaram uma decisão inusitada: posar nus em um calendário para arrecadar fundos para publicar seus livros.

O projeto chama-se Poesia Nua e será lançado em Brasília no Lounge Poético, dia 27/01, em um sarau erótico, onde os calendários serão autografados pelos “modelos”. Os poetas do projeto têm entre 19 e 61 anos, são homens e mulheres com diferentes vivências, mas com algo especial em comum: o amor à poesia. As artes gráficas e a produção do projeto são de Marina Mara, a poeta-pelada do mês de março que já tem um histórico em projetos inusitados de circulação de poesia pelo Brasil. Segundo Marina, “nossa poesia teve que se desnudar da burocracia do mercado literário para chegar até o leitor – e isso foi libertador.”
O calendário Poesia Nua contou com o apoio da WL Comunicação Visual, do Lotus SPA, da parceria da Mirah Fotografia e apresenta 15 ilustrações que mesclam a arte do renomado artista britânico Banksy com a fotografia das brasilienses Estefânia Dália e Sabrina Moura.
O Poesia Nua prevê, após arrecadar fundos, o lançamento de uma coletânea com 15 livretos com poemas dos poetas do projeto, que são:
Àgata Benício, André Giusti, Aurea Valentina, João Pacífico, Lindha Torres, Maísa Arantes, Mana Gi, Marina Mara, Melissa Mundim, Paula Passos, Prem Supunya, Seirabeira, Tairo Loiola, Tati Carolli e Vanderlei Costa.

Para mais informações: marinamara@gmail.com

Calendário Poesia Nua 2015

Calendário Poesia Nua 2015

 

 

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Não há como, depois de tudo, te desejar o bem. Agradeça meu sincero esforço em não te desejar o mal.

blog.cancaonova.com

blog.cancaonova.com

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Enquanto não publico meu livro Os Filmes em que Morremos de Amor, vou postando os poemas na minha fã peigi no feici búqui. Um deles é este, que integra uma sequência chamada O Rio de janeiro, fevereiro e março, sobre o cada vez mais quente verão carioca. Dá uma conferida lá. O endereço da página é este: https://www.facebook.com/home.php . Boa leitura.flamboyants

O Rio em janeiro, fevereiro e março.

V.

Os flamboyants sangrando
nos galhos suspensos
são corais que se entediaram do mar
e foram viver nas árvores.
Outras flores
de nomes confusos
esperam entardecidas
o vento furioso
de um provável temporal.
O sol é um tigre asiático,
devora meus ombros
com fome de três dias.
Samambaias avencas
begônias jiboias
por trás dos muros que fervem
rezam pela misericórdia
da brisa.
As sombras heroicas
irredutíveis
montam guarda
embaixo das mangueiras
das amendoeiras
e aguardam que cheguem
suas irmãs noturnas
recortadas pela lua.
Deus é um pintor de horas vagas
que carrega nas cores
de vez em quando.
*
(1995)

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No centro de um planalto vazio (nem tão vazio assim mais)

Final da Asa Norte, 17/1/2015

Final da Asa Norte, 17/1/2015

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Reparem que um pouco abaixo dela há um pontinho em forma de cruz. É um avião.

Via S2, 7h

Via S2, 7h

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Não é minha praia musical – os que me conhecem sabem -, mas vale muito a pena, muito mesmo, ouvir o Brasil Caipira, com o Luiz Rocha, na Rádio Câmara, 96,9 FM, Brasília. Música caipira de raiz, que, pela autenticidade, se assemelha a uma das minhas paixões, que é o blues de Chicago.

Atenção! Não é sertanejo de quem pegou a mulher na cama com três, é moda de viola traduzindo o sentimento do homem do campo, sentimento que apesar da incontrolável urbanização da população brasileira ainda representa bastante a alma do nosso país. O programa é pra quem pula da cama com as galinhas, começa às cinco da matina.

Aí você aproveita e logo em seguida, às 7h30, ouve o Com a Palavra, noticiário que estou apresentando agora em janeiro – nas férias da titular, Elisabel Ferriche – ao lado do Lincoln Macário Maia.

Confira!

http://www.camara.leg.br/internet/radiocamara/?lnk=RADIO-AO-VIVO&selecao=VIVO

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Seu lado na cama era o do meio.

dormindo

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Esplanada dos Ministérios, 6h55

Esplanada dos Ministérios, 6h55

Via S2, 7h03

Via S2, 7h03

 

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