André Giusti - foto: Luana Lleras
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O mais recente livro de minha conterrânea, e assim como eu radicada em Brasília, Cinthia Kriemler, apresenta vários sintomas de um bom livro.

O principal deles é: a gente pega e demora a largar, lamenta quando tem que parar, ir dormir. Lamenta ainda mais quando acaba de ler, o que é um dos encantos da leitura.

Mas Todos os Abismos Convidam Para um Mergulho (Editora Patuá, 2017) possui um traço principal nesse rico mundo de autores contemporâneos.

Cínthia Kriemler não teve a pretensão de buscar uma forma diferente de contar uma história, não buscou a vaidade de ser ovacionada com um “oh, como ela é uma autora genial e inovadora”.

Buscou tão somente contar de forma objetiva, direta, nua e crua (muito crua) uma triste e real história de nossos dias, que precisa ser denunciada todos os dias.

Dessa forma, sem invencionice que dê sono ou simplesmente impeça a compreensão do livro, ela cumpre sua função de escritora: dizer o que pensa e colocar o leitor para refletir.

Recomendo.

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macarronada

Em São Paulo, entre um show e outro do U2, me perdi em cafés, cantinas e mercados com pastéis e chope.
Como acabei me hospedando em área nobre, esperava uma facada daquelas nas contas. Afinal, era São Paulo, templo da gastronomia, bairros da alta.

Surpresa. E boa. Os preços estão iguais ou até menores do que em Brasília. E se formos levar em conta a proporção do que é servido e fazer a relação quantidade/qualidade X preços, aí é que fica mais barato mesmo.

Voltei para Brasília com a impressão que sempre tive, fortalecida: os preços na capital do país são, na maioria dos lugares, estabelecidos de acordo com os salários irreais de uma elite do funcionalismo público, aquela mesma cujos contracheques causam escândalo quando aparecem no jornal nacional. E que se dane a maioria assalariada, com o que vem no fim do mês cada vez mais achatado.

Um café espresso bem servido (e bom, muito bom) em São Paulo me custou R$ 6, R$ 7. Aqui, já paguei, meses atrás, os mesmos R$ 6 por dois míseros dedos de café sem qualquer biscoitinho pra fazer dupla, nem água gasosa em copo de cachaça. Mas o lugarzinho é cool e aproveita que a classe média precisa posar de descolada ouvindo jazz e Cartola junto ao Parque na Asa Norte domingo de manhã.

Lá, em Sampa, encontrei um espaguete gigantesco, que entope três italianos esfomeados feito eu, por pouco mais de R$ 100. Aqui, sejamos justos, encontra-se também comida farta e por preço razoável, mas temo que, além de não serem a regra geral, esses lugares estão cada vez em menor número em relação aos que te deixam com fome por R$ 50, R$ 60. Mas fiquemos quietos, comamos calados. Afinal, são locais gourmets, bistrôs e servem cozinha de autor.

Pra encerrar, os vinhos. É claro que o dono do restaurante precisa ganhar uma margem boa em cima da garrafa. O problema é que em Brasília, em boa parte dos lugares, o povo parece querer ganhar três garrafas em uma. Lá, na Paulicéia, vinhos que conheço estavam no máximo R$ 20 mais caros.

Não fui a todos os restaurantes de São Paulo, claro, mas foi uma mostra que me surpreendeu.

É muito injusto quando, revoltadas com a corrupção, pessoas dos quatro cantos dessa pátria injuriada querem culpar Brasília pela roubalheira. Esquecem que aqui se recebe o lixo político das 27 unidades da Federação. Inclusive o nosso, que também o produzimos.

Mas esse achaque ao consumidor nos bares e restaurantes, embora não seja invenção candanga, é um traço que vem se acentuando na cidade, fazendo com que a desconexão de muitos de seus moradores em relação à realidade do país comece pela cozinha, balcão e adega.

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O Globo

O Globo

A quem interessar possa: assisti duas vezes (5ª e sábado) aos shows do U2 que estão em São Paulo e tenho alguns pitacos. Vamos lá!

1 – O U2 é um monstro. Um monstro arrastador de multidões. E não vem a festivais por aqui simplesmente porque não cabe. Pegue uns cinco Lolas, some a uns três Rock in Rio e, quem sabe, dará a metade de um show do U2.

2 – De pista, é praticamente impossível ver a primeira parte do show (quatro músicas anteriores a Joshua Three). Isso porque algum gênio da engenharia de palcos fez esse braço do palco principal mais baixo. Mas a banda também deu a sua colaboração: esse começo de show não passa no telão. Imagino que eles tenham pretendido fazer com que nos sentíssemos em 1987, ano de lançamento de Joshua, quando, pela minha metade centenária memória, não havia telão nos shows.

3 – Bono Vox tá cantando (muito) diferente as músicas. É normal que ao vivo haja variações na melodia original, mas acho que ele tá exagerando. Já há alguns anos venho notando isso nas gravações ao vivo da minha segunda banda predileta (sim, só estão atrás dos Beatles) e nessa turnê no Brasil (aliás, em São Paulo) a coisa tá mais nítida. No sábado ele conseguiu cantar ainda mais diferente do que na quinta. Se a gente ama todas aquelas canções, amamos porque as conhecemos daquele jeito com que foram gravadas nos discos de vinil ou CD anos e anos atrás. Pra que mudar, cantar diferente, então? A não ser que sua bela voz já não seja realmente a mesma dos tempos da árvore de Joshua.

Sombras e Árvores Altas - blogger

Sombras e Árvores Altas – blogger

4 – Em 1997, ano da primeira turnê da banda no Brasil, pelo que me lembro o público era, basicamente, de gente solteira ou casal de namorados. 20 anos depois, a base da plateia é gente casada/divorciada/casada de novo levando os filhos adolescentes para assistir à banda mais importante de toda uma geração que chegou aos 50.

5 – E essa mesma geração cinquentona parece que aprendeu com os filhos a assistir a um show por trás das lentes dos celulares, filmando ou fotografando. Isso atrapalha demais a quem quer simplesmente assistir com os olhos. Que tal um Déjà vu e voltarmos a gravar apenas na nossa lembrança, na nossa memória a emoção e a beleza de um espetáculo?

Filmando U2

6 – Entre um show e outro, dei um pulo no Eataly, uma espécie de Guanabara dos ricos (cariocas entenderão). Vi três negros lá. Todos trabalhando. De que adianta ir ao show do U2, gritar contra o preconceito e a favor da igualdade se a gente não se revolta ou sequer percebe isso no meio do desbunde de um lugar como esse?

Negro

7 – Para os amigos do Uber: na volta do segundo show, sábado, quem me salvou em São Paulo foi o bom e velho táxi.

8 – O U2 é, a cada ano, mais e mais minha segunda banda predileta.

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Impacto

Levei meu carro no último sábado para trocar os pneus dianteiros. Preço bom, dividido em quatro vezes e cinco anos de garantia. Condição favorável para meu bolso.

Tendo carro há quase 30 anos, a gente acaba escolado nas práticas desonestas do setor automotivo. Portanto, entrei preparado para o que ouviria dos mecânicos da Impacto Pneus e Rodas, loja da 502 norte (perdoem-me os que não moram em Brasília pelo endereço).

Carro no elevador, lá no alto, e começa a cantilena: suas rodas estão empenadas, o pivô e o rolamento da roda direita traseira estão condenados. De quebra, pra juntar no pacote da picaretagem, descolaram um vazamento de óleo na hora da troca (o chão de minha garagem está limpinho, sem qualquer mancha).

Observe sempre nesses panfletos com promoção de pneus que a compra está condicionada à montagem, ao alinhamento de direção e ao balanceamento das rodas. E é aí, com os pneus desmontados, que a faca da malandragem entra na boa fé do cliente. Fragilizado, pego de surpresa, o consumidor autoriza o serviço. E sabe aquele bom negócio que você achou que estava fazendo comprando os pneus? Esqueça! Ele foi pulverizado com o gasto de um conserto que os mecânicos são obrigados a inventar, por ordem do patrão, e também porque, me disseram, recebem comissão pelo charlatanismo.

Como não autorizei a marmota, passei a ser tratado com mal humor. O sorriso com o qual o vendedor me atendeu desapareceu do nada.

Dois dias depois, levei meu carro na mecânica de uma seguradora que fica exatamente ao lado. Meu pedido foi: alinhar direção e balancear as rodas. Nada mais falei, apenas disse que voltaria depois do almoço para pegar o carro.

Quando cheguei, meu surrado Volkswagen estava lá, prontinho, me esperando. Perguntei se encontraram algum problema. Nada. O que havia para ser feito era apenas o que eu havia pedido.

O problema, a meu ver, sai das rodas do meu carro e alcança a conjuntura nacional. O empresário que age dessa forma com o consumidor é o mesmo que se jacta de gerar empregos e chora horrores por causa da carga tributária do país. Agindo como um Eduardo Cunha do mundo das rodas e pneus, ele vê o Jornal Nacional e fica roxo de raiva do deputado e do senador metido na falcatrua. Não vê que o macro só reflete o que se faz no micro.

Ah, e se você, dono da Impacto está lendo isso agora, um último recado. Sabe os dois pneus traseiros que fiquei de comprar aí mês que vem? Esquece.

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Nosso Lar
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Tempos atrás escrevi em meu blog sobre o abandono do prédio onde funcionou o colégio em que fiz o segundo grau, no subúrbio do Rio.

Doeu ver a depredação de um lugar onde construí algumas de minhas melhores amizades e vivi intensamente três anos de minha adolescência.

Na semana passada, tive um baque semelhante.

As Organizações Globo fecharam e puseram à venda o lendário prédio da Rua do Russel, na Glória, zona sul carioca, endereço durante décadas de um canhão chamado Rádio Globo e de uma revolução no rádio chamada CBN.

A exemplo do prédio do colégio, lá vivi alguns dos melhores anos de minha vida, agora no plano profissional. Aliás, foi naquelas salas e estúdios onde aprendi a ser jornalista.

O que o abandono e o fechamento de dois lugares tão marcantes para mim podem significar? Me perguntei, dia desses. Só cheguei a uma conclusão: eles estão ensinando sobre a impermanência das coisas, que, no fundo, é a grande lição que precisamos aprender.

Ricardo Rodrigues, um dos chefes que tive no Sistema Globo de Rádio, disse, em meio à lamentação coletiva na rede social, que as rádios que ajudamos a fazer estarão sempre dentro de nós.

E é isso mesmo.

Aquele prédio abandonado no subúrbio da minha adolescência não é o meu colégio. O meu colégio está vivo dentro de mim, com sua algazarra de moleques e meninas.

E aquele prédio fechado e à venda não é mais onde aprendi a amar minha profissão. O prédio onde trabalhei está erguido dentro de mim, e nele continuo na labuta do ofício que amo.

O que vivi e aprendi nesses lugares – e em tantos outros – é que é perene e permanente, com uma capacidade de atravessar o tempo bem maior do que o concreto e o ferro misturados.

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http://www.uai.com.br

http://www.uai.com.br

Não, eu realmente não levaria minhas filhas, que estão entre a infância e a adolescência, à exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, motivo do bafafá da vez.

Não acho que estejam na idade de verem de perto um pinto adulto cheio de pentelhos.

Para mim, a nudez de um adulto carrega no geral uma erotização natural, mesmo que não seja a intenção.

Isso posto, ninguém tem nada a ver com a minha visão de pai.

E desde que não haja agressão ao direito da criança, ninguém tem nada a ver com a decisão de ninguém enquanto pai ou mãe.

Nem a direita nem a esquerda.

Na nota divulgada pela direção do Museu, está clara a informação de que na entrada da exposição há um aviso bem claro sobre o que será visto lá dentro.

Então, entrar ou não, com criança ou sem, é uma decisão de foro íntimo, que não diz respeito a ninguém.

Nem à direita nem à esquerda.

E isso deveria ser o suficiente para evitar qualquer bafafá.

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A elite brasileira precisa definitivamente deixar de ter olhos voltados apenas para seus lucros, rendimentos e conforto e se dar conta de que está, enfim, encurralada pela miséria social do país.

O recrudescimento da guerra urbana no Rio – alimentada em boa parte, convenhamos, pelos narizes chiques de Ipanema, Leblon e Gávea – é mais uma oportunidade para que os ricaços acordem.

As Unidades de Polícia Pacificadora atualmente só existem no papel porque, à época, a bem sucedida ação policial não foi precedida de qualquer planejamento para resgate social nas áreas carentes. Carentes de tudo, diga-se de passagem.

Agência O Globo

Agência O Globo

Os ricaços desse país, um clube de algumas dezenas com mais dinheiro do que milhões juntos, possuem todas as condições de cobrar do Estado a elaboração de um grande pacote, plano, estratégia ou seja lá que nome tenha, que traga, finalmente, justiça social. Até porque, a não ser em raríssimos episódios, quem sempre esteve com a mão no leme do Estado foi a própria elite.

Os governantes que serão eleitos em 2018 (isso se não acontecer nenhum outro desastre democrático) não podem pedir votos se não mostrarem consistentes planos de resgate social. Planos de governo que falem em escolas, em postos de saúde, em geração de emprego, em cultura, em esporte. Planos de governo que abram oportunidades para todos.

E tem ser algo tão levado a sério pela elite quanto são equilíbrio fiscal, reforma trabalhista, da previdência.

E a elite tem condição, tem força para exigir isso.

Ricaços

Porque senão a Lagoa- Barra vai continuar sendo fechada por causa de bala de fuzil partindo da Rocinha, e ninguém vai conseguir chegar com seu porsche no seu condomínio de luxo de frente pra praia.

Porque senão vai continuar triplicando o número de moleques no sinal dispostos a fazer besteira por causa de qualquer objeto que lhes encha os olhos e atice a cobiça.

Do jeito que a coisa vai, em pouco não haverá escolta armada, guarda patrimonial, carro blindado, cerca elétrica ou câmera de vigilância que deem jeito. Essa crosta de miséria vai invadir para tomar o que nunca teve e não vai pensar em poupar ninguém.

A elite precisa acordar e cobrar isso de quem ela própria escolhe e prepara para governar. E ela mesma pode arregaçar as mangas e pôr as mãos na massa. O que custa para uma grande empreiteira, por exemplo, construir – sem querer em troca benefício fiscal – uma escola em um bairro carente?

Em outras palavras, é pensar assim: ou a gente melhora a vida deles, ou eles vão, sim, acabar com a gente.

E como provavelmente não será por genuína preocupação social, que seja, então, pela própria sobrevivência e amor à pele.

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H

“O Brasil está andando para trás”, tenho ouvido nos últimos dias, depois que o juiz de Brasília desenterrou a imbecilidade da cura gay e o obtuso Movimento Brasil Livre conseguiu que fechassem a exposição lá em Porto Alegre.

A impressão clara é a de que há realmente um retrocesso, mas tenho uma quase convicção de que o pensamento dominante do brasileiro médio é – e sempre foi – na direção de achar, por exemplo, que homossexualismo é doença.

Esse mesmo brasileiro médio, uma massa uniforme ignorante da história do país e consumidor de informação tendenciosa e parcial, não acha apenas que ser gay é doença.

Ele também acha os negros inferiores e vê a mulher como dois tipos de objeto: de prazer e de uso doméstico para tarefas que ele culturalmente acha que não deve desempenhar.

Tivemos 12 anos em que os detentores do pensamento chamado progressista ocuparam o poder e conseguiram implantar no país uma agenda com mais direitos iguais e oportunidades para que nunca as teve.

A reverberação dessa conquista foi grande, levando a crer que o país estava mudando. Alguma coisa, realmente, se conseguiu. Pouco, perto da dívida social. Muito, para os que, até com orgulho, empunham preconceitos.

O país não andou para trás, porque simplesmente durante todo esse tempo maior que uma década o pensamento tacanho/mediano/majoritário esteve sempre lá, nunca mudou, apenas se manteve relativamente silenciado, porque não estava conseguindo fazer mais barulho que o sucesso do que lhe era, e sempre foi, oposto.

O problema é que quem administrava a agenda de conquistas e igualdades sucumbiu à podridão do poder – inclusive ao jogo espúrio para nele se manter -, e o brasileiro mediano, tendo a certeza de que foi roubado, voltou a gritar. Só que com muito mais ódio e ainda mais preconceituoso.

Por isso não acho que o Brasil esteja andando para trás.

De maneira geral, foi um país que nunca saiu de lá.

Lá de trás.
*
PS: Inaceitáveis e preocupantes a passividade e a falta de atitude do ministro da Justiça e do Comandante do Exército diante das declarações de um general do alto comando da Força aventando a possibilidade de intervenção militar no país. Tratar a coisa como bravata, como fez o comandante, é uma forma de apoiar veladamente a declaração. O que ainda me dá um pouco de esperança de que o caldo não entorne de vez é que, pelo que se sabe, se eles não estão conseguindo direito nem colocar comida nos quartéis, que dirá dar um golpe e tomar o poder.

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Giustipress

Giustipress

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Provavelmente o assunto do qual mais se falou esta semana foi a exposição que o Santander resolveu fechar lá em Porto Alegre.

Como tudo que envolve esse Movimento Brasil Livre me dá extrema preguiça, só agora tomei pé da situação e resolvi dar um pitaco rápido (a gente, hoje em dia, acaba se sentindo na obrigação de ter e mostrar opinião sobre tudo. É tenso).

Vi pela internet as obras. Não vou opinar sobre o aspecto plástico, mas, rapidamente, sobre o cunho moral das obras.

Sem querer posar de progressista, não vi, realmente, nada demais.

noticias.gospelprime.com.br

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Como cristão convicto, não me senti agredido pelas obras que se utilizaram da imagem de Jesus. E acho que intenção de quem fez não foi essa.

O que me preocupa é essa gente que se arvorou em dizer que algumas peças fazem apologia à pedofilia. Olhei, olhei e, como pai, nada me assustou, ao contrário da própria grita do MBL.

Sempre desconfio quando alguém se lança ungido de moralismo contra o que considera um desvio de conduta (para mim, pedofilia é mais que isso. É crime repugnante). Nesse caso, acho que ficou mais latente justamente o moralismo do que a preocupação com a pedofilia em si.

Quando, por exemplo, um sujeito espuma raiva contra o homossexualismo, sempre desconfio que esse cara está ficando louco por que justamente não consegue mais conter a vontade de… vocês sabem.

Penso que é algo que qualquer estudante do primeiro ano de psicologia pode explicar: a vontade retesada, reprimida de se experimentar o que se condena.

Então, por esse ângulo, minha cisma serve até de alerta: não deixe sua/seu filha/o sozinho sob responsabilidade de alguém que está indignado com a exposição que o Santander fechou.

O moralismo esconde tanto obscurantismo quanto a censura.

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