André Giusti - foto: Luana Lleras
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Não creio que pedir intervenção militar seja golpismo. Golpismo seria a concretização do desejo dessa ínfima minoria que, certamente, quando criança, virava o tabuleiro na hora em que pressentia que perderia no jogo de damas.

É legitimo pedir a volta de um dos períodos mais trevosos da história do país, ainda mais para quem não tem a mínima consciência da história recente do Brasil, nem nunca sequer ouviu falar que até mesmo crianças foram torturadas nos porões do obscurantismo.

As mentes das pessoas que saíram às ruas neste fim de semana são tão obtusas que pedem o fim de um regime que lhes garante justamente o direito de se manifestar a favor da truculência e da barbárie cometida pelo Estado.

É como disse brilhantemente o jornalista Fernando Molica: fazem passeata para pedir que não possa mais haver passeatas.

Mas enquanto o pedido dessas pessoas não é atendido (e nos mantenhamos vigilantes para que nunca seja), vamos vivendo numa democracia, na qual qualquer um tem o direito de pedir até a volta da ditadura, mas tem a obrigação de respeitar o que a maioria decidiu.

direita não

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http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/11/1542047-ato-em-sao-paulo-pede-impeachment-de-dilma-e-intervencao-militar.shtml

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Esposas (incluindo as ex), filhas, netas, mães, avós, namoradas, amantes, ficantes, rolos, casos, peguetes, amigas, colegas.

Enfim, qualquer uma de vocês, mulheres, que têm algum tipo de relação conosco.

O outubro rosa terminou, mas a vigília contra o câncer é o ano inteiro.

Apalpem-se, toquem-se, auto examinem-se, procurem o médico.

Não nos deixem sós!

Nós homens não sabemos viver sem vocês.

Por vocês, fazemos muitas besteiras.

Mas, sem vocês, fazemos mais ainda.

We love you! Forever!

Cadillac Rosa

 

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Reportagem do Jornal Extra, do Rio de janeiro, informa que ano que vem haverá simplesmente 11 feriados que cairão ou nas terças ou nas quintas-feiras, uma verdadeira farra do feriadão, compensando a seca desse segundo semestre de 2014.

Haja forca para tanta segunda e sexta-feira.

Enquanto o turismo festeja, o comércio reclama dos prejuízos (veja o link abaixo). Já ouvi também muito profissional liberal fazer coro com os comerciantes. Psicólogos, dentistas, médicos dizem que os pacientes, no geral, não querem saber de consultório nesses dias mortos.

Não vou entrar no mérito e me posicionar contra ou a favor de mandar pro cadafalso as segundas e as sextas, mas se a farra incomoda e dá prejuízo ao país, é só descontar o dia de quem emendar  no papo pro ar. No caso do servidor público, corta-se o ponto. Simples assim.

Para se mudar essa cultura, é necessário ter coragem.

O que, aliás, é necessário para várias coisas nesse país.

 

http://extra.globo.com/noticias/economia/trabalhadores-terao-11-feriadoes-para-enforcar-em-2015-fora-carnaval-semana-santa-14404563.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_content=feriados&utm_campaign=Extra

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Nem deslumbramento, nem desespero.

Quero o equilíbrio.

equilibrio

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Três dias depois das eleições há ainda muita ironia e rancor escorrendo nas redes sociais. Escorrendo, diga-se de passagem, feito o chorume do caminhão do lixo, exemplo do que há de mais repugnante na vida de uma cidade grande.

Alguns eleitores de Aécio Neves não parecem nem um pouco convencidos de que se Dilma Rousseff fizer um bom segundo governo todos ganharão, inclusive eles, que com todo direito preferiram a outra candidatura. Nem vou falar dos que espumam preconceito e discriminação, prefiro citar apenas os que ao menos não perderam os limites do tolerável.

Por sua vez, muitos dos que reelegeram a presidente permanecem se valendo do sarcasmo para tripudiar em cima da outra parcela da população que optou pela alternativa de poder. Como se não fosse legítimo que optassem, como se esse procedimento não fizesse parte de uma democracia pela qual a própria Dilma lutou até sofrer marcas na carne.

Resiste, de maneira estúpida, um clima de clássico regional, quando um time abateu o outro no domingo com uma vitória tão dramática quanto histórica.

Muito mais do que no futebol, que não é mais coisa séria há muito tempo, na política, protelar escárnio pela vitória e inconformismo com a derrota é muito mais do que  enfadonho excesso,  é nocividade para a vida nacional.

futebol

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Cerca de dois anos atrás fiquei chocado quando uma reportagem mostrou cartas com conteúdo racista trocadas entre Monteiro Lobato e um amigo dele.

Pelo que me lembro, um de nossos maiores escritores enaltecia os Estados Unidos pelo fato de o país possuir entidades que formavam a Ku Klux Klan, agregadora de representações que acreditam haver superioridade da raça branca.

Mesmo chocado, não pus de lado minha admiração pelo escritor. O homem passou a ser merecedor de minhas ressalvas, mas a aura do criador do Sítio do Pica Pau Amarelo se manteve intocada.

Um grande artista não é necessariamente um exemplo de ser humano. Gostarmos de sua obra não é ponte obrigatória para admirá-lo como pessoa.

Lobão é uma das figuras mais importantes e emblemáticas do Rock Brasil e da música pop nacional.

Discos como Lobão e os Ronaldos, de 1984, é uma das melhores coisas que se fez naqueles anos da turbulência da redemocratização. Há outros antológicos, como O Rock Errou, lançado dois anos depois.

Esse Lobão, que embalou todo uma geração no rádio, nas festas e bailes continua existindo para mim, vivendo no mesmo lugar que reservei para Monteiro Lobato, o escritor.

O Lobão que diz que a ditadura brasileira “arrancou apenas umas unhazinhas” não ofusca o autor de pérolas como Corações Psicodélicos. Note bem que não o condeno por criticar o governo, pois todos têm o direito de  querer outro governante para o país. Mas não posso ficar impassível diante de sua leniência com a estupidez dos anos de chumbo.

Para este tapo os ouvidos, e continuo a escutar o Lobão que vive naquela época em que desconhecíamos sua imbecilidade.

https://www.youtube.com/watch?v=Xtabf5qGW5U

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Acho que fui um dos primeiros a comprar ingresso para o show do Paul McCartney em Brasília.

Pouco depois das 7h abri o site de venda e garanti o meu,  cadeira superior, o mais barato, que é o que o orçamento permite.

Resmunguei bem contra o valor da tal taxa de conveniência, de preço nada conveniente, por sinal.

Há ainda a tal taxa de entrega pra quem compra pela internet. Pelo valor, chega-se a acreditar que o próprio Paul vá levar o ingresso pra gente, em casa. Dispensei. Eu mesmo vou pegar.

Vi Paul McCartney a primeira vez que ele veio ao Brasil, no velho Maracanã, em 1990. Ele tinha mais ou menos a idade que tenho hoje, entre 45 e 50. Foi memorável, até porque era a primeira vez que eu via, ao vivo, um dos dois principais integrantes da banda que é a minha principal referência de música. Até hoje. Até sempre.

Me lembro que, em determinado momento do show, pensei comigo, quase chorando: “pô, essa cara foi o melhor amigo do John Lennon!” .

Esta vez agora não deverá ser diferente. Primeiro porque possivelmente será a última vez de Paul no Brasil, mesmo que ele tenha vindo com bastante frequência nos últimos anos. Segundo porque gosto muito mais dos Beatles do que há 24 anos.

Mas minha expectativa para o show aumenta por um detalhe simplório: irei com minha filha mais velha, de 11 anos.

Ela ouve Beatles desde que estava na barriga. Meu primeiro presente pra ela foi o CD Beatles for Baby. Sabe décor  que o Paul fez Hey Jude pro Julian quando John se separou da primeira mulher. Sabe que o Ringo é o mais velho dos quatro. Sabe que a Linda morreu de câncer. Sabe que…e agora irá ao seu primeiro show de Rock. Debutará logo assistindo a quem.

O avô materno ensina às netas quem foram  Mozart e Beethoven, coloca o CD para que escutem. Diz que aquelas músicas foram feitas há mais de 200 anos e que até hoje a humanidade as escuta.  Eu concordo e acho válido.

Mas no show, daqui a exatamente um mês, eu vou virar pra ela e dizer: “Filha, tá ouvindo essas músicas? Pois é, daqui a 200 anos a humanidade vai estar ouvindo e cantando” .

 

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Há uns 20 anos eu não a escutava.

Certamente uma das músicas mais lindas que ouvi em toda minha vida.

Ideal para fins de tarde e amores que julgamos eternos.

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nuvem e sol

Hoje à tarde, quando vi esses raios de sol escapando dessa nuvem, confesso que senti esperança na vida.

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