André Giusti - foto: Luana Lleras
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Histporico

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Sunset2

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Essa disputa entre o Aécio e a Marina me lembra aquelas peladas bem animadas, em que um dos times está ganhando de 3 x 0, deixa empatar e toma uma virada para 5, 6 x 3.

Aí o time que virou relaxa, começa a pensar na cerveja  da tendinha junto ao campo e quando menos se espera, vem outro empate e nova virada, 7 x 6, 8 x 6…

Então, quem havia virado o placar primeiro tem que ir pra cima de novo tentar de novo a façanha, para que a cerveja da tendinha não desça amarga.

Por sua vez, quem  conseguiu a últimas virada se segura, olhando o relógio e, quem sabe, tentar ainda um golzinho pra fechar o caixão do adversário.

Só que assim como numa boa pelada, eleição só termina quando acaba.

Pelada

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discurso

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Sérgio Maciel, meu amigo desde o fim do Primeiro Império, lembra que está completando 30 anos o lançamento de Unforgettable Fire, o quarto disco do U2.

Embora esteja nele um dos maiores sucessos da banda – Pride – não se pode dizer que tenha tido a repercussão do anterior, War, que emplacou nas rádios do mundo inteiro dois dos maiores hits de Bono & Cia: Sunday bloody sunday e New year’s day. Em termos de fama também não ombreia com o seguinte, o épico Joshua Tree, e fica distante do inigualável Acthung Baby, em minha opinião o melhor disco dos anos 90.

Mas, mesmo não tendo a tarimba de um crítico musical, arrisco dizer que o LP (Long play, para os mais novos) daquele distante 1984 é o disco em que o U2 consolida sua personalidade musical. É ele que vai fazer com que, dali em diante, todos digam, sem dúvida, quando ouvirem uma música da banda: isso é U2!

No meu caso particular, está em Unforgettable Fire a música que fez com que realmente eu me impressionasse com o U2. Desde quando ouvi Bad pela primeira vez, o U2 se tornou a minha banda favorita, ao lado do Led, dos Stones, do The Who, do AC/DC…ficando abaixo apenas dos Beatles, porque não há como se igualar aos deuses.

Quando escutei a música pela primeira vez, tive uma visão que até hoje me acompanha. Vejo-me como uma espécie de templário, todo vestido de preto, cavalgando por um campo bem verde, num dia frio e cinzento, um cavalo igualmente preto e segurando uma bandeira azul ou vermelha (nem sempre que escuto a música ela é da mesma cor). Sei que ali vou em direção à morte ou à libertação de alguém, algo ou algum lugar. Mas isso transcende o talento de Bono e The Edge e fica por conta da minha personalidade místico/poética.

Viva os 30 anos de Unforgetable fire! E que todos os discos do U2 sobrevivam aos séculos, feito um cavaleiro andante que atravessa a eternidade.

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Me contaram de uma estagiária que no primeiro dia de trabalho recebeu sua primeira tarefa e antes de começar a executá-la, pediu à chefe para descer e estacionar melhor o carro, que estava mal parado.

Desapareceu.

Há uma lenda de que está procurando vaga pro carro até hoje.

Recentemente, uma profissional – já formada, portanto – não apareceu para trabalhar. O chefe ligou duas, três vezes, mandou mensagem, email, sinais de fumaça, bateu tambor. Lá pelo meio da tarde veio uma resposta pelo uatzáp contendo algo sobre stress e licença médica.

Talvez seja percepção própria, mas esse tipo de procedimento me parece que vem aumentando de uns anos pra cá em ambientes profissionais. A exemplo do primeiro caso, tenho visto estudantes abandonarem os estágios sem darem explicações aos superiores. Simplesmente somem, como se nunca houvessem estado ali, assumido um compromisso que poderia, inclusive, abrir-lhes as portas do futuro profissional.

Não sei se esse procedimento é fruto das relações superficiais intermediadas hoje em dia em boa parte pelo aparato da tecnologia. Como não há vínculo material, o desfecho apenas encerra o caminho pueril trilhado pela própria convivência: simplesmente deixa-se de se seguir, não se manda mais mensagens.

Colega minha aventa a hipótese considerável de as pessoas terem medo de assumir perante os outros que erraram nas escolhas: o estágio não é aquilo que pensei, o emprego não me traz felicidade.

Normal. Na vida, acho que a maioria de nossas escolhas são equivocadas.

Mas respeito, consideração pelo outro e responsabilidade deveriam fazer parte de nossos procedimentos, independentemente do rumo que escolhemos tomar.

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É muito mais difícil se livrar de um sonho do que de um pesadelo.

pesadelo 1

sonho

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Bienal Do B Poesia prossegue hoje no T-Bone Açougue Cultural, na 312 norte. A partir das 19h mediarei debate sobre poesia marginal, com a presença de NicolasBehr. Ontem, mediei a conversa sobre cenário da poesia brasilense com José Menezes de Morais, Marina Mara e Vinícius Borba. Depois, li este poema que aí está. A foto é da tri bacana legal loura linda amigona Elise Giacomoni.

Bora lá hoje!
*
Menina do Rio
se você morasse em Brasília,
quando setembro chegasse
trazendo chuva,
e as flores exóticas do cerrado
nascessem pelos canteiros das quadras
como enfeites esquecidos,
e a grama lavada voltasse
piedosa a brindar com oxigênio
a cidade perfumada
de terra molhada,
eu ficaria na janela,
como quem espera passar o café da tarde,
te imaginando subir encharcada as escadas
do bloco,
trazendo a primavera desenhada nos seios marcando a camiseta branca

 No t-Bone

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