André Giusti - foto: Luana Lleras
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Feliz, tocado, emocionado com a crítica / resenha que Raul Arruda Filhofez de meu último livro Histórias de Pai, Memórias de Filho.

http://raulealiteratura.blogspot.com.br/2014/01/historias-de-pai-memorias-de-filho.html

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reaça

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Reconheço o poder de síntese dos adeptos do método ‘mata e esfola’(desde que para negros e pobres, claro): “Quero ver ele fazer de novo” é a frase que resume sua concepção de justiça.

Pois vai fazer de novo sim, meus caros, e vai fazer com o ódio, que possivelmente lhe é natural, ainda maior, alimentado e revigorado pela estupidez da qual foi objeto.

E ainda há um agravante: é possível que ele não queira perder tempo procurando os que duvidaram que ele “faria de novo”. Então, promoverá sua vingança em inocentes. Que podem ser idosos, crianças. Que pode ser quem, mesmo nunca tendo se imaginado prendendo alguém pelo pescoço a um poste com uma tranca de bicicleta, admite, ao menos em alguns casos, o ‘mata e esfola’ como atalho possível à Justiça.

Com esse post, encerro o assunto.

Pelo menos até que a estupidez retorne, querendo apagar fogo com gasolina.

odioódio2

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estupidez

Uma vez, aos 20 e poucos anos, acho que durante uma bebedeira, em um arroubo defendi o sequestro de empresários e políticos corruptos.

Minha inebriada ideia não era pedir resgate, até porque periga ninguém querer pagar. Achava que se deveria sumir com o sujeito e na calada da madrugada pendurá-lo em praça pública, pelado, de cabeça pra baixo e pintado de verde e amarelo.

O objetivo era expô-lo ao ridículo da situação, para que, constrangido, reavaliasse sua conduta em relação ao dinheiro público.

Nesses tempos em que se fala e, pior, defende-se a estupidez da justiça com as próprias mãos, fica a sugestão de arriscarmos nossas vidas e fazê-la contra os poderosos de colarinho branco e suas milícias particulares armadas até os dentes. A ideia estende-se também ao menino branco, bem nascido, bem criado e bem vestido, que rouba carro, transa pó nas baladas e embebeda as colegas de escola para violentá-las.

Quem vai?

Ah, claro, desculpem-me. Para estes vale a civilidade.

Protestos podem ser enviados em cartas ao Jornal do SBT.

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Por Carlos Oliveira

 

Depois as pessoas reclamam dos corruptos, mas veja bem. Na reunião dos pais e mães na escola, a direção estipula regras simples, como: não levar tablets ou outros equipamentos caros.
Aí, alguns pais e mães dizem: “ah! não vou impedir meu filho de trazer o tablet dele não”.

Eu me pergunto que lição, ou exemplo, dá um pai ou mãe que ensina o filho a desobedecer às regras?

Quando a escola sugere procedimentos como este, é para evitar que haja distração e prejuízo para o próprio aluno, tanto no aprendizado quanto financeiro, pois o equipamento pode quebrar, “sumir”, enfim. (Claro que há escolas em que o tablet é instrumento didático, mas não é o caso aqui)

De tudo, se os pais e as mães não enxergarem que o mundo pode melhorar a partir do legado que deixam para seus filhos, nunca ninguém terá moral nenhuma para criticar corrupção ou mal feito de políticos.

Se o exemplo em casa é o do “jeitinho”, da “mentira”, do “engano”, do “se dar bem a qualquer custo”, etc., as atitudes futuras dos filhos serão espelho dessas más influências.

politico-corrupto

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A postura dos meios de comunicação, em especial nos horários nobres das telenovelas, tem sido decisiva na discussão e no começo de uma aceitação por parte da sociedade dos direitos dos homossexuais. Parece-me que quando se aceita o direito do outro, entramos em um processo irreversível de eliminação do preconceito.

Mas temo que esse necessário empenho dos meios de comunicação não seja totalmente gratuito e apenas com interesse na defesa da igualdade. Acho que o fator econômico é na verdade o braço que levanta, em particular na televisão, a bandeira da igualdade dos homossexuais.

Pesquisas sobre perfil econômico do brasileiro indicam que em número expressivo os gays vestem roupas de grife, viajam ao exterior, vão ao cinema, teatro e jantam fora com frequência, quesitos que indicam bom padrão de vida financeiro. Ou seja, são público consumidor na plenitude de seus potenciais, alvo importante para a publicidade, roda principal da engrenagem da mídia.

E para quem acha que estou perdido no campo da ilação, uma pergunta: por que, então, com a mesma intensidade da homossexualidade, não é discutida na novela do horário nobre a situação dos negros e dos nordestinos fugidos da seca, subempregados nas grandes metrópoles, vítimas de preconceito e discriminação?

É possível que a resposta esteja nas mesmas pesquisas de perfil econômico.

nordestinos

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Há uma briga recente entre moradores de uma quadra de Brasília e o Governo do Distrito Federal sobre a construção de uma creche pública no local. Escrevi algo no feici búqui sobre o assunto, mas vou optar por publicar aqui no blog as palavras da jornalista Renata Gonzaga, pois resumem meu ponto de vista sobre a  pendenga até mais do que aquilo que eu próprio escrevi. Em seguida, um link com uma reportagem sobre algo que, muito mais que uma discussão sobre uso do espaço público, diz respeito àquilo que, talvez, seja a maior chaga da humanidade: o egoísmo.

“Não posso entender que pessoas de bem sejam contra a construção de uma creche pública. Um pensamento egoísta, mesquinho. Mães que moram longe e trabalham no Plano Piloto como empregadas domésticas, vendedoras de lojas, auxiliares de serviços gerais, atendentes, secretárias e uma infinidade de outras ocupações de baixa remuneração dificilmente tem condições de manter seus filhos em escolas pagas, onde há baby class ou maternal. Elas são obrigadas a deixar seus filhos pequenos em condições precárias em casas de vizinhas ou com parentes. Por que não podem ter direito a uma creche digna?

Quando escolhemos uma escola ou creche para nossos filhos, normalmente o fazemos priorizando a proximidade com o local de trabalho. Assim, quando houver uma necessidade, e a mãe ou o pai precisarem buscar a criança, chegam mais rápido na creche ou escola.
Impedir a construção de uma creche na entrequadra 204/205 simplesmente porque “os moradores da quadra não precisam”, francamente, é muito pouco amor no coração. É pensar pequeno demais. É negar generosidade ao próximo. Perdoem-me, mas não consigo entender. Não consigo aceitar.
EM tempo, na entrada da minha quadra tem uma escola publica de ensino fundamental. Quando estou em casa e ouço o burburinho dos pequenos no recreio meu coração se enche de alegria. Criança é vida. Quem concorda, curte, compartilha. Quem não concorda, precisa ler mais o evangelho.”

Moradores se mobilizam contra a construção de creche na 204/5 da Asa Sul
www.correiobraziliense.com.br
Construção de unidade na entrequadra divide moradores da região. Uma denúncia foi entregue ao Ministério Público na tentativa de barrar a obra e recebeu o apoio dos dois prefeitos. Segundo eles, faltou conversa entre o governo e a comunidade

Creche

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Falar-no-celular

Pra você que acha que quem está do outro lado da linha não pode esperar 30 segundos até você encostar em um local próximo para atender ou retornar;

pra você que acha que não pode perder um minuto, dois, com o carro parado atendendo àquela ligação que considera urgente;

pra você que acha que ninguém nem nada pode esperar até você chegar em casa ou no trabalho para retornar e saber do que se trata o telefonema;

para você que acredita realmente ser possível dirigir e contar sua vida pessoal ao/a amigo/amiga, ouvir as mazelas dele/dela e, fazendo curvas, ultrapassando, freando de repente marcar a festa, combinar o cinema e contar a viagem;

saiba que o motorista do caminhão que derrubou a  passarela no Rio e matou cinco pessoas dirigia falando ao celular.

Nada nem ninguém são mais importantes do que viver e deixar viver.

falando ao celular 2

 

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Quero viver sem criar necessidades e diminuir em número e  intensidade as que tenho.

Tranquis 1traqnuis2

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De Rui Pires Cabral

Poema2

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