André Giusti - foto: Luana Lleras
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Cidades melhores, pessoas nem tanto

A Conferência das Cidades foi criada há dez anos quando o PT chegou à Presidência da República. A ideia é simples: ouve-se a população sobre o que ela acha que as cidades precisam para serem lugares melhores de se viver. O que as pessoas acham, pedem ou sugerem é, então, levado aos três níveis de [...]

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A Conferência das Cidades foi criada há dez anos quando o PT chegou à Presidência da República.

A ideia é simples: ouve-se a população sobre o que ela acha que as cidades precisam para serem lugares melhores de se viver.

O que as pessoas acham, pedem ou sugerem é, então, levado aos três níveis de governo.

Se o que se pede é feito pelos governantes é outra discussão, mas o objetivo da Conferência é esse: fazer das cidades lugares melhores.

Este fim de semana ocorreu a Conferência do Distrito Federal.

Quase mil pessoas reunidas discutindo como ter cidades melhores.

Na hora do almoço, pessoas furaram a extensa fila para pegar comida. Usaram desculpas ou apenas a cínica desfaçatez e entraram na frente de outros que aguardavam pacientemente a vez de se servirem.

Na hora do café, a imensa maioria encheu pratinhos com doces e salgados, como se há dias não visse comida. Houve casos, não raros, de serem necessários dois pratinhos para dar conta da esganação. Alguns colocaram nas bolsas o que era servido no bufê. Uma senhora foi flagrada levando para casa, além das guloseimas, uma caixa de suco de frutas. Um deprimente e constrangedor espetáculo de falta de educação, respeito ao próximo e, porque não dizer, desonestidade, já que há relatos sobre furto de celulares e de uma câmera digital.

Fizeram isso nos dois dias da Conferência. Conferência por cidades melhores.

As pessoas querem governos melhores, cidades melhores, e de quebra um país e um mundo melhores.

Só não querem tentar ser pessoas melhores.

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