André Giusti - foto: Luana Lleras
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Considerações sobre o caldeirão fervendo 3

Uma. Não me lembro de ter visto nas redes sociais ninguém postar comunicado da PM sobre alguma manifestação da mesma forma como foi feito ontem por causa da passeata que saiu da Favela da Rocinha, passou pela do Vidigal e foi até a casa do Governador, no Leblon. Chamou-me a atenção a palavra pacífica grifada [...]

Uma. Não me lembro de ter visto nas redes sociais ninguém postar comunicado da PM sobre alguma manifestação da mesma forma como foi feito ontem por causa da passeata que saiu da Favela da Rocinha, passou pela do Vidigal e foi até a casa do Governador, no Leblon.

Chamou-me a atenção a palavra pacífica grifada com marca texto no ofício da corporação.

O que estava grifado ali não era exatamente a palavra, mas sim todo o pânico (ou quase certeza?) da população carioca de que, saindo da favela, o protesto só poderia descambar para o terror promovido por moradores manipulados por bandidos.

A manifestação foi pacífica, ao contrário de outras em que participaram brancos bem nascidos e criados da zona sul.

Uma boa maneira de mudar um país é combater os nossos preconceitos.

Outra. Abaixaram o preço das passagens, caiu a PEC 37. Agora, o grande desafio das manifestações de hoje, quarta-feira, 26, é serem pacíficas.

Mais uma. Ouvi certa vez esse ditado: “O boi só apanha no lombo porque não sabe a força que tem”. Acho que o boi descobriu que tem força.

Encerrando. Pra cima deles, Brasil! (E não estou falando do Uruguai).

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Comentário (1)

  1. André Giusti Autor do post -

    O Supremo mandou prender o deputado Natan Donadon por corrupção. Desde 1988 um deputado não é preso no Brasil. Quem vê acha até que é por falta de necessidade.

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