André Giusti - foto: Luana Lleras
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Cony, deliciosamente imperfeito

Comprei este exemplar de um dos clássicos de Carlos Heitor Cony uns dois meses atrás. A morte do autor, há algumas semanas, fez com que a obra furasse a minha sempre extensa fila de livros a serem lidos. Percebi nas páginas que contam a história de um publicitário e sua mulher, 30 anos mais jovem, [...]

Cony

Comprei este exemplar de um dos clássicos de Carlos Heitor Cony uns dois meses atrás.

A morte do autor, há algumas semanas, fez com que a obra furasse a minha sempre extensa fila de livros a serem lidos.

Percebi nas páginas que contam a história de um publicitário e sua mulher, 30 anos mais jovem, traços comuns a outros livros de Cony.

Parece haver em sua literatura a imperfeição da pressa jornalística, característica de quem escreve sempre com o ponteiro do relógio apontado contra si, feito uma arma.

Isto faz pensar que alguns parágrafos poderiam ter sido escritos de outra forma.

Talvez também o que dizem os personagens em alguns momentos poderia estar na boca do narrador. E vice-versa.

Há, até mesmo, a impressão de que Cony usou de modo inadequado determinado verbo, quando deveria ter optado por outro, que demonstraria melhor o sentido que ele quis dar à frase.

Mas – com tudo isso e apesar disso – tente e veja se consegue interromper ou deixar de lado a leitura de um livro de Cony.

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