André Giusti - foto: Luana Lleras
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Crack, rebite e corrupção

Rogeriano Cardoso/ Estado de Minas Ótima reportagem exibida hoje nos telejornais da TV Globo mostra que os motoristas de caminhão estão pegando as estradas sob o efeito de álcool e drogas. Nada que ninguém saiba. A novidade me parece ser a variedade de substâncias, que aumentou, bem como a quantidade. O crack que a cada [...]

Rogeriano Cardoso/ Estado de Minas
Desastre

Ótima reportagem exibida hoje nos telejornais da TV Globo mostra que os motoristas de caminhão estão pegando as estradas sob o efeito de álcool e drogas.

Nada que ninguém saiba.

A novidade me parece ser a variedade de substâncias, que aumentou, bem como a quantidade.

O crack que a cada dia aumenta as legiões mortos vivos nas ruas das grandes cidades, é o mesmo que está sendo consumido por homens que dirigem veículos que pesam 13, 15 toneladas.

Ao repórter, um caminhoneiro conta que já ficou cinco dias sem dormir, a base de rebite, para cumprir o prazo estipulado pela transportadora.

Com tanta pedra, pó, fumo, comprimido e birita na cabine, passar por uma carreta numa rodovia brasileira é como brincar de roleta russa.

Resolução do Conselho Nacional de Trânsito, Contran, tenta conter a água que jorra dessa fonte de tragédias nas estradas brasileiras. Se o caminhoneiro que for renovar ou tirar a carteira for pego numa espécie de exame antidoping, não conseguirá o documento. A intenção é boa e a providência é urgente.

Mas aí a gente lembra que alguém no laboratório pode ser subornado para alterar o laudo do exame. Lembra que poderá haver também o guarda rodoviário aceitando dinheiro para deixar seguir viagem o motorista que não renovou a carteira.

Pior que a combinação explosiva que mantém rodando as carretas pelas rodovias será sempre a corrupção, nesse caso específico se sobrepondo à lei para ceifar vidas no asfalto.

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