André Giusti - foto: Luana Lleras
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Dicas de leitura

Dois livros recentes (um, pouco mais do que o outro) cativam o leitor para falar de dois dos fatos mais importantes da história do Brasil: a Proclamação da República e a construção de Brasília. Começo pelo fato mais antigo, narrado na obra mais recente. A Mulher que Proclamou a República, de Aguinaldo Tadeu (Editora Penalux), [...]

Dois livros recentes (um, pouco mais do que o outro) cativam o leitor para falar de dois dos fatos mais importantes da história do Brasil: a Proclamação da República e a construção de Brasília.

Começo pelo fato mais antigo, narrado na obra mais recente.

Obra de Aguinaldo Tadeu narra ciúme e escândalo na queda de P II

Obra de Aguinaldo Tadeu narra ciúme e escândalo na queda de P II

A Mulher que Proclamou a República, de Aguinaldo Tadeu (Editora Penalux), fala de um tórrido caso de amor, com direito a ciúme e escândalo, envolvendo um dos personagens mais vultosos da nossa história.

O pano de fundo é a queda da Monarquia e a ascensão do novo sistema de governo, uma mudança que para variar passou ao largo da vontade do povo ( Foi golpe, e a frase tão repetida de quatro anos para cá é, vejam só, mais do que centenária).

No livro, em que tive a honra de assinar a orelha, o mineiro Aguinaldo Tadeu coloca como cereja do bolo da conspiração contra Pedro II um motivo tão estapafúrdio que se por acaso for mesmo ficção, em se tratando de Brasil e seus absurdos, poderia muito bem ser verdade.

Na obra de Lima, a verdadeira construção de Brasília

Na obra de Lima, a verdadeira construção de Brasília

O outro livro, lançado ano passado, é Às Margens do Paraíso (Editora CEPE), em que Lima Trindade construiu personagens consistentes, cujas vidas se entrelaçam no massacre diário e silencioso das classes pobres e operárias que construíram Brasília, a capital de todos os brasileiros (dependendo, é claro, da cor e da condição social desses brasileiros).

Na receita para erguer às pressas uma cidade no nada que era o Planalto Central, uma mistura de utopia, ideologia, tirania e corrupção, que não foi criada por partido algum, posto que, em maior ou menor grau, é composição do DNA tupiniquim.

A Mulher que Proclamou a República e Às Margens do Paraíso são livros importantes em um país que precisa olhar para trás se quiser andar realmente para frente, algo que se recusou a fazer nesses primeiros 520 anos de existência.

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