André Giusti - foto: Luana Lleras
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Direitos e deveres

Não creio que pedir intervenção militar seja golpismo. Golpismo seria a concretização do desejo dessa ínfima minoria que, certamente, quando criança, virava o tabuleiro na hora em que pressentia que perderia no jogo de damas. É legitimo pedir a volta de um dos períodos mais trevosos da história do país, ainda mais para quem não [...]

Não creio que pedir intervenção militar seja golpismo. Golpismo seria a concretização do desejo dessa ínfima minoria que, certamente, quando criança, virava o tabuleiro na hora em que pressentia que perderia no jogo de damas.

É legitimo pedir a volta de um dos períodos mais trevosos da história do país, ainda mais para quem não tem a mínima consciência da história recente do Brasil, nem nunca sequer ouviu falar que até mesmo crianças foram torturadas nos porões do obscurantismo.

As mentes das pessoas que saíram às ruas neste fim de semana são tão obtusas que pedem o fim de um regime que lhes garante justamente o direito de se manifestar a favor da truculência e da barbárie cometida pelo Estado.

É como disse brilhantemente o jornalista Fernando Molica: fazem passeata para pedir que não possa mais haver passeatas.

Mas enquanto o pedido dessas pessoas não é atendido (e nos mantenhamos vigilantes para que nunca seja), vamos vivendo numa democracia, na qual qualquer um tem o direito de pedir até a volta da ditadura, mas tem a obrigação de respeitar o que a maioria decidiu.

direita não

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