André Giusti - foto: Luana Lleras
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Domingo, bem cedo de manhã.

Na janela do banheiro meus olhos dormem acordados olhando a grama que arde amarela em agosto. Os poucos sons da cidade não têm forças para desafiar o 17º andar desse prédio deserto na zona central de Brasília. No limite possível das alturas, passa um avião branco como a paz da manhã. Vem de longe vai [...]

Na janela do banheiro

meus olhos dormem acordados

olhando a grama que arde amarela em agosto.

Os poucos sons da cidade

não têm forças para desafiar

o 17º andar desse prédio deserto

na zona central de Brasília.

No limite possível das alturas,

passa um avião branco

como a paz da manhã.

Vem de longe

vai para mais longe ainda

leva junto minha cabeça vazia da noite.

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Comentários (5)

  1. Carol -

    Devia “cometer” mais vezes, pq vc sempre faz isso mto bem! bj

  2. angela giorgio -

    Gostei !!! Muito!
    Ñ cometeu… escreveu uma bela poesia !!!
    abs

  3. sócio -

    As imagens simples fazem uma boa poesia. Os sentimentos simples fazem um bom poeta.

  4. André Giusti Autor do post -

    Obrigado, fique à vontade para reproduzir em seu blog.
    Um abraço.

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