André Giusti - foto: Luana Lleras
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Duas coisas

1. Em reunião com secretários de estado, empresário do setor da construção civil de Brasília reclama do hospital paulista que para ampliar as instalações na capital do país contratou empresa de engenharia de São Paulo. Sugere ao secretário responsável pelo conselho de governo que autorizou a liberação do empréstimo de mais de R$ 200 milhões [...]

espertinho

1. Em reunião com secretários de estado, empresário do setor da construção civil de Brasília reclama do hospital paulista que para ampliar as instalações na capital do país contratou empresa de engenharia de São Paulo.

Sugere ao secretário responsável pelo conselho de governo que autorizou a liberação do empréstimo de mais de R$ 200 milhões que em casos assim deveria haver uma cláusula para o empréstimo obrigando a quem recebe o dinheiro contratar uma empresa de Brasília. E reclama que assim o dinheiro vai circular lá em São Paulo.

Quando o assunto é política de preços ou relação com o empregado, o empresário brasileiro prega o estado mínimo, enche a boca com o discurso “moderno” de que o mercado é que deve tocar o barco e que o governo deve ficar quietinho e não meter o dedo nessa cumbuca.

Mas, dependendo de onde está seu interesse, aí o estado não deve ser tão mínimo assim, e uma pitadinha generosa de protecionismo estatal lhe cai muito bem sim senhor.

Ronaldinho

2. Não é nem o caso de lembrar que a ligação de Ronaldinho Gaúcho com a política é zero para que ele se candidate logo ao Senado, câmara alta que, pela tradição, exige maturação pessoal e política do candidato.

Também acho desnecessário questionar qual a ligação do ex-jogador com Brasília e o Distrito Federal como um todo, para que ele tenha escolhido ser nosso representante, nós, moradores do DF.

Quantas vezes ele passou pela cidade na vida?

Acho que é suficiente lembrar apenas que o eleitor que confiar a ele seu voto é tão safado e sem vergonha quanto a escória que ocupa parte das cadeiras do parlamento na atualidade.

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