André Giusti - foto: Luana Lleras
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Eddie Vedder melhor do que o Pearl Jam?

Por duas ou três vezes estive com o disco solo do Eddie Vedder nas mãos para comprar. Fiquei naquele compra- não compra levo-não levo, mas sempre o devolvi às prateleiras das cada vez mais vazias lojas de CD.  Até que o aprendiz de feiticeiro da BandNews FM e “batera” da banda brasiliense Lafusa, Guilherme Guedes, [...]

Por duas ou três vezes estive com o disco solo do Eddie Vedder nas mãos para comprar. Fiquei naquele compra- não compra levo-não levo, mas sempre o devolvi às prateleiras das cada vez mais vazias lojas de CD.  Até que o aprendiz de feiticeiro da BandNews FM e “batera” da banda brasiliense Lafusa, Guilherme Guedes, despejou Into the Wild em meu poderoso Ipod de 120GB. Já na metade da audição do disco em que a capa é Eddie Wedder em cima de um ônibus, deu pra perceber o tempo que perdi sem ter na minha Library o trabalho solitário do vocalista do Pearl Jam.

Into the Wild explora o que Eddie Wedder tem de melhor como vocalista: a voz. Aquele timbre grave, que no entanto não deixa de ser alto, está de tal forma nítido nas 13 faixas do CD, que assume com naturalidade o posto de principal elemento deste trabalho de Wedder. E isso não vinha acontecendo nos últimos discos do Pearl Jam, em que os pedais e estridências das guitarras, excessivos em alguns casos, chegam a suplantar a voz de um dos melhores cantores da história do Rock, ou pelo no que se fez no gênero nos últimos 30 anos. E antes que perguntem: eu adoro Pearl Jam.

Colaboram com a excelência da voz de Eddie Wedder em Into the Wild, as belas melodias, na verdade a característica do disco que primeiro salta aos olhos (ouvidos, né?) de quem escuta pela primeira vez. Pela segunda também, e daí em diante. São melodias simples, que parecem ter brotado sem esforço do compositor e que da mesma forma entram em nossos ouvidos. E como a simplicidade faz a cama para a beleza, temos belas canções, baladas aconchegantes para se ouvir no carro ou em casa em tardes nubladas de vento de chuva, como esta em que escrevo. Todas, é bom que se diga, amparadas em ótimos arranjos e harmonias. Destaque para Rise, Hard sun, End of the road e No more, mas qualquer uma que eu relacionasse aqui não seria injustiça. Nessas quatro, e em todas elas, há um túnel remissivo para a metade dos anos 90, tão a cara do Pearl Jam. Quem viveu a época saberá do que falo.

Aliás, por falar nessas coisas de túnel do tempo, escuto Gin Blossons, banda americana que fez sucesso aqui por volta de 95, 96 com duas músicas: Follow you down e Highwire, do CD Congratulations I’m sorry. E ficaram nisso, nunca mais ouvi falar dos caras, que faziam (ou fazem) uma espécie de surf music mais denso, encorpado. Notícias deles, só no Google. Quem tiver outras, que as traga.

Gin Blossons será minha retribuição pelo Eddie Wedder ao ipod do Guilherme Guedes.

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Comentário (1)

  1. julis -

    Sou fã do Vedder e antes que pergunte, amante das ´músicas do Pearl Jam. Pergunto, se demorou para ter o CD, que ganhei do meu marido antes mesmo de ver o filme, e AMEI, você já teve a oportunidade de assistir ao filme Into the Wild? Eu sinto que a alma do Vedder está revelada nas músicas e nas melodias, ricas, com os instrumentos e a voz, que na minha opinião é a melhor de todos os tempos. Confira o filme e sinta o porquê da escolha de Vedder para essa trilha. Para amantes de boa música, um CD necessário.

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