André Giusti - foto: Luana Lleras
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Incompatível, imoral e inaceitável

Pode até não haver prova cabal de que Temer mandou comprar o silêncio do Eduardo Cunha, mas não há como deduzir outra coisa quando o dono do grande matadouro diz “O que que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora: eu tô de bem com o Eduardo” e o Presidente da República [...]

Temer

Pode até não haver prova cabal de que Temer mandou comprar o silêncio do Eduardo Cunha, mas não há como deduzir outra coisa quando o dono do grande matadouro diz “O que que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora: eu tô de bem com o Eduardo” e o Presidente da República de ocasião diz que “Tem que manter isso, viu?”.

Falta muito pouco mesmo para ser batom na cueca.

Essa é a parte da gravação que está, digamos oficialmente, ainda no terreno da forte suspeita.

Mas há outra que já galgou o patamar da imoralidade.

É quando o Presidente da República – o Presidente da República!!!!!! – ouve o dono do matadouro dizer que está manejando juízes e procurador de acordo com seus interesses.

Ouve e não fala nada. Exatamente. O Presidente da República, autoridade mór do país, ouve alguém dizer – com a maior naturalidade – que está interferindo na Justiça e fica calado.

É mais do que incompatível com o cargo.

É crime.

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