André Giusti - foto: Luana Lleras
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Isso não é futebol

Três dias depois das eleições há ainda muita ironia e rancor escorrendo nas redes sociais. Escorrendo, diga-se de passagem, feito o chorume do caminhão do lixo, exemplo do que há de mais repugnante na vida de uma cidade grande. Alguns eleitores de Aécio Neves não parecem nem um pouco convencidos de que se Dilma Rousseff [...]

Três dias depois das eleições há ainda muita ironia e rancor escorrendo nas redes sociais. Escorrendo, diga-se de passagem, feito o chorume do caminhão do lixo, exemplo do que há de mais repugnante na vida de uma cidade grande.

Alguns eleitores de Aécio Neves não parecem nem um pouco convencidos de que se Dilma Rousseff fizer um bom segundo governo todos ganharão, inclusive eles, que com todo direito preferiram a outra candidatura. Nem vou falar dos que espumam preconceito e discriminação, prefiro citar apenas os que ao menos não perderam os limites do tolerável.

Por sua vez, muitos dos que reelegeram a presidente permanecem se valendo do sarcasmo para tripudiar em cima da outra parcela da população que optou pela alternativa de poder. Como se não fosse legítimo que optassem, como se esse procedimento não fizesse parte de uma democracia pela qual a própria Dilma lutou até sofrer marcas na carne.

Resiste, de maneira estúpida, um clima de clássico regional, quando um time abateu o outro no domingo com uma vitória tão dramática quanto histórica.

Muito mais do que no futebol, que não é mais coisa séria há muito tempo, na política, protelar escárnio pela vitória e inconformismo com a derrota é muito mais do que  enfadonho excesso,  é nocividade para a vida nacional.

futebol

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