André Giusti - foto: Luana Lleras
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Justiça e cautela

Acreditar na regeneração das pessoas certamente é atitude que fará melhor nossa sociedade. Que um criminoso tenha oportunidade de recomeçar sua vida, após cumprida a pena sem nada que desabone sua conduta quando atrás das grades, me parece a consagração da Justiça numa sociedade que se pretende justa. Mas cautela, por menor que seja, nunca [...]

Galdino

Acreditar na regeneração das pessoas certamente é atitude que fará melhor nossa sociedade.

Que um criminoso tenha oportunidade de recomeçar sua vida, após cumprida a pena sem nada que desabone sua conduta quando atrás das grades, me parece a consagração da Justiça numa sociedade que se pretende justa.

Mas cautela, por menor que seja, nunca fez mal ao que foi aplicada, ainda mais quando se trata da segurança da sociedade.

Um dos acusados da morte do índio Galdino, há 17 anos, em Brasília, passou em todas as etapas do concurso da Polícia Civil do Distrito Federal.

O caso chamou a atenção da imprensa local. Alertada, a Polícia Civil, ao que tudo indica, retirou o nome dele da última lista de aprovados.

O Estatuto de Criança e do Adolescente determina que, cumprida a pena, o infrator não poderá ser discriminado ou ser alvo de preconceito pelo crime que cometeu e pagou.

Isso é Justiça.

Mas impedir que alguém que pôs fogo em um ser humano se torne policial (mesmo que tenha cumprido corretamente a sentença) é cautela.

PS: O assassinato evidente do torturador Paulo Malhães mostra que está bem viva e atuante, portanto assombrando a democracia, de uma espécie de gente que julgávamos extinta da vida nacional.

 

 

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