André Giusti - foto: Luana Lleras
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Me perdoa, Celso Blues Boy!

Na Folha de São Paulo de hoje, André Barcinski escreve que “Muita gente, especialmente no Rio de Janeiro, começou a ouvir rock e blues vendo Celso Blues Boy no Circo Voador”. Certamente é meu caso, mesmo que Celso não tenha sido a única fonte a me apresentar os dois gêneros que, quanto mais passa o [...]

Na Folha de São Paulo de hoje, André Barcinski escreve que “Muita gente, especialmente no Rio de Janeiro, começou a ouvir rock e blues vendo Celso Blues Boy no Circo Voador”.

Certamente é meu caso, mesmo que Celso não tenha sido a única fonte a me apresentar os dois gêneros que, quanto mais passa o tempo, mais ocupam meus ouvidos.

Posso dizer que Celso Blues Boy solidificou meu gosto pelo irresistível “esporro” das guitarras. Ele é uma das lembranças que tenho dos primeiros tempos de ouvinte da Fluminense FM (Maldita!), outro manancial de conhecimentos sobre Rock’n Roll e Blues.

Aos 17 anos cometi, quem sabe, meu maior pecado discográfico. Troquei meu vinil ‘Som na Guitarra’, o primeiro disco do garoto ‘brazilian blues’ por outro vinil…do Kid Abelha. A irracionalidade tem explicação, mas não justificativa. Eu estava apaixonado por uma normalista com que dancei numa festa, embalado pela voz sempre duvidosa de Paula Toller. Se homens apaixonados são naturalmente afeitos a asneiras, que dirá com 17 anos.

A garota, esqueci pouco mais de uma semana depois. O vinil do Kid Abelha entreguei num sebo logo no início da invasão dos CD’s, nos anos 90. E o disco de Celso Blues Boy ficou apenas na lembrança.

Ontem, tocado pela morte do guitarrista, procurei o disco na Istore, mas os súditos de Steve Jobs ainda não se deram conta da importância de Celso Blues Boy para o gênero no país. No site das Lojas Americanas, o único disco dele é um gravado ao vivo, e está esgotado.

Celso, onde você estiver agora, me perdoa!

E que a vida me traga de novo o teu disco!

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