André Giusti - foto: Luana Lleras
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Não queria que o Vasco (dos meus amigos) caísse

Torcer pelo Flamengo é uma das maiores convicções de minha vida. Desta forma, o reverso da medalha é desejar, com ardor semelhante(mas não na mesma intensidade, (até porque o objeto em questão não merece tal comoção emocional) que o Vasco esteja sempre no mais rasteiro, úmido, fétido e obscuro dos limbos do planeta terra. Mas [...]

corneta4.blogspot.com

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Torcer pelo Flamengo é uma das maiores convicções de minha vida.

Desta forma, o reverso da medalha é desejar, com ardor semelhante(mas não na mesma intensidade, (até porque o objeto em questão não merece tal comoção emocional) que o Vasco esteja sempre no mais rasteiro, úmido, fétido e obscuro dos limbos do planeta terra.

Mas devo confessar que o massacre sofrido pelo arquirrival em Porto Alegre me despertou um nobre – e estranho – senso de piedade. Eu gostaria que existissem dois Vascos da Gama. Um seria o dos meus amigos, por quem o afeto é infinitamente maior que as diferenças clubísticas. O outro é o Vasco do Eurico Miranda.

Gostaria, com a sinceridade de amigo, que o primeiro não fosse rebaixado,que o time poupasse meus companheiros cruzmaltinos de copos e aventuras da dor e da vergonha de ver o time rebaixado pela terceira vez no intervalo de apenas uma década.

Quanto ao segundo, o deste câncer do futebol e da moralidade nacional chamado Eurico Miranda, este sim, que fosse parar na 23ª divisão do futebol do Nepal. E que por lá permanecesse por toda a eternidade. E que isso representasse o banimento de Eurico do mundo da cartolagem, levando consigo tudo de ardiloso que o fez contribuir, e muito, para a morte do futebol brasileiro, começando pelo carioca.

O problema é que, olhando a tabela e assistindo aos jogos do time, acho que nenhum dos dois, nem o Vasco de meus amigos, nem o do Eurico, caso existissem, podem se livrar do rebaixamento.

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