Guardadas as devidas proporções entre a importância das duas datas, acho que acontece no Dia do Escritor algo semelhante ao que acontece no Dia Internacional da Mulher.
Em oito de março, chovem declarações pretensamente emotivas e sensibilizadas, bem como flores e bombons, em boa parte disparadas por homens que não aceitam ser chefiados por uma mulher e que, em casa, se recusam a tirar o prato da mesa depois que acabam de comer.
No Dia do Escritor (25 de julho), tenho a forte impressão de que quem me manda os parabéns nunca abriu um livro meu, meu e de outros colegas, mas faz da data apenas um pequeno regador para molhar as flores da simpatia plástica das redes sociais.
É aquele tipo de suposto leitor que no dia do lançamento do seu livro avisa logo que “eu não vou poder ir, mas depois vou querer um, e autografado, hein?”, e dá uma leve e pequena risada, de tamanho inverso ao que carrega de falsidade. Nunca te procura para comprar teu livro.
Vou ser sincero: eu não quero parabéns pelo Dia do Escritor nem por qualquer outro que celebre de alguma forma os livros, a literatura e nós, autores.
Eu quero vender livros, eu quero ser lido.
Então, se você comprou ao menos um dos meus livros, se leu ao menos alguma coisa que já escrevi, não precisa nem lembrar que hoje é Dia do Escritor.

Maninho!
Eu não sabia que hoje é o dia do escritor!
De qualquer forma, parabéns pelo seu dia! Que venham muitos outros livros!😘