André Giusti - foto: Luana Lleras
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O dizer não literário do sentido do amor

Talvez Rosângela Vieira Rocha tenha deliberadamente optado por um texto não literário em O Indizível Sentido do Amor (Patuá, 2017). Se realmente optou por esse caminho, acertou. Reconheço que eu próprio teria feito diferente, pondo no local da narradora uma personagem na terceira pessoa para me distanciar dos fatos contados nas quase duzentas páginas do [...]

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Talvez Rosângela Vieira Rocha tenha deliberadamente optado por um texto não literário em O Indizível Sentido do Amor (Patuá, 2017).

Se realmente optou por esse caminho, acertou.

Reconheço que eu próprio teria feito diferente, pondo no local da narradora uma personagem na terceira pessoa para me distanciar dos fatos contados nas quase duzentas páginas do livro.

Mas a opção de Rosângela é claramente pelo relato pessoal, quase como alguém que escreve uma longa carta a uma amiga íntima, contando o que foi feito de sua vida nos últimos meses.

Em alguns trechos, me senti como se estivesse ao lado dela, viajando de ônibus, de trem, enquanto ouvia atento a história bonita que minha companheira de viagem tinha a contar.

É, e tem mais isso: é bonita a história de O Indizível Sentido do Amor.

Como, aliás, são todas as histórias que falam de um amor verdadeiro e eterno.

Recomendo.

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Comentários (2)

  1. André Giusti Autor do post -

    Acho que cada leitor tem o direito à opinião sobre um livro. A minha está expressa, nada tenho a acrescentar, a não ser deixar claro que não houve qualquer intenção pejorativa ou depreciativa quando comparei o texto da autora a um desabafo a uma amiga íntima. Seu comentário me sugeriu que você acha isso e peço de antemão desculpas se interpretei errado o que a senhora disse. Acho que o mais importante, no entanto, é que gostei do livro, tendo, inclusive, chorado no final. Quanto ao Fuks, realmente não pensava em lê-lo, mas, a partir da sua citação, ele entra na minha lista. Obrigado.

  2. V. Rezende -

    Não compreendi qual é o sentido que tem o conceito de “literário” no seu texto… o texto de O indizível sentido do amor” é, sim, de alta qualidade literária! Não é um simples “relato” como quem “desabafa com uma amiga íntima”… ainda mais nesses tempos em que se reinventou a tal “autoficção”… tem a mesma opinião sobre o belissimo e premiado livro Resistência, de Julián Fuks? Pra citar apenas um, recentemente publicado e justamente premiado?

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