
Há um erro de pesquisa, creio que se chame assim, sobre o fusca que o Wagner Moura dirige logo na primeira cena de O Agente Secreto.
O filme se passa em 1977 e naquela época os carros no Brasil não tinham retrovisor do lado direito.
Salvo um ou outro modelo de luxo, só havia retrovisor no lado do motorista.
O fusca, como carro popular, não fugia à regra.
Outro detalhe sobre os retrovisores do carro alugado pela produção: o modelo instalado no fusquinha não existia nos anos 70.
Mas isso é chateação de quem é aficionado por carro antigo.
Nenhum retrovisor tira o brilho desse baita filme, que consegue manter o espectador grudado na tela durante quase três horas de projeção.
Acho que há também uma omissão no roteiro, mas que, a exemplo dos retrovisores, não atrapalha o desenvolvimento da trama, sempre tensa, comprovando o baita ator que é Wagner Moura e mostrando um país que, se prestarmos atenção, mudou menos do que deveria e precisava em quarenta e oito anos.
