André Giusti - foto: Luana Lleras
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O parceiro perfeito do meu Beatle preferido

Meu Beatle preferido sempre foi John Lennon. Também pela música (o mais rockeiro dos quatro), mas muito mais pelo comportamento. John foi a personalidade da banda. Sem seu jeito debochado e sua atitude de enfrentamento, o pensamento do mundo talvez não tivesse evoluído tanto nos últimos anos. Mas isso não significa não amar George e [...]

Meu Beatle preferido sempre foi John Lennon.

Também pela música (o mais rockeiro dos quatro), mas muito mais pelo comportamento. John foi a personalidade da banda. Sem seu jeito debochado e sua atitude de enfrentamento, o pensamento do mundo talvez não tivesse evoluído tanto nos últimos anos.

Mas isso não significa não amar George e Ringo.

Isso não significa não amar Paul, que, reconheço, é o melhor compositor entre eles.

Quem foi ontem ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, viu um artista muito, mas muito longe mesmo de qualquer sinal de decadência. E isso após mais de meio século de carreira. E isso aos 72 anos de idade. Em alguns momentos, pensei que estava ouvindo a música diretamente de um dos CDs dos Beatles ou do Wings, tal a perfeição como ele canta, exatamente como há 40, 50 anos atrás.

Paul McCartney não tem apenas o domínio do palco e do público. Ele tem o domínio pleno sobre a música. Poucos músicos parecem ter tanta intimidade com ela – a música – como ele tem.

Ontem, John, saí do show pensando que, se por acaso havia na humanidade alguma dúvida, não há mais: você, em vida, teve, definitivamente, um parceiro a sua altura.

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