André Giusti - foto: Luana Lleras
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O seu cachorro não é mais importante do que as pessoas

Você gosta de cachorros, certo? Eles são bacanas, pelo menos a maioria costuma ser. Eu também gosto. Minha namorada tem dois, e de vez em quando eu até faço uma festinha neles. Mas tem gente que não gosta, ou não gosta tanto, e tem o direito de andar pela rua sem se sentir ameaçada pelos [...]

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Você gosta de cachorros, certo? Eles são bacanas, pelo menos a maioria costuma ser. Eu também gosto. Minha namorada tem dois, e de vez em quando eu até faço uma festinha neles.

Mas tem gente que não gosta, ou não gosta tanto, e tem o direito de andar pela rua sem se sentir ameaçada pelos cãezinhos que vão livres, leves e soltos, sem coleira e guia, mesmo que vigiados pelo olhar carinhoso do dono.

Há dois dias um filhote de pastor alemão parte pra cima de mim quando estou correndo perto da minha casa. O dono diz que ele só quer brincar. Eu não sei disso, pois não conheço o cachorro e não tenho obrigação de saber nem de conhecer. Mas o dono tem a obrigação de trazê-lo à mão.

Uma vez, num parque, um labrador enorme correu pra cima de uma das minhas filhas, à época com cinco anos. Ela estava pedalando e quando viu o bichão vindo pra cima, ainda que só pra brincar, se apavorou, perdeu o equilíbrio e bateu com queixo no chão.No caso desse filhote de pastor, era eu, um adulto, mas poderia ser uma criança que, assustada, corresse pro meio da rua e fosse atropelada. Para uma tragédia, não faltaria muito.

Você vai dizer “ah, ele é manso, ele não faz nada, eu conheço meu cachorro”. Você é totalmente capaz de responder pelos instintos do animal? Você tem absoluta certeza de que ele nunca, em tempo algum, vai surtar?

Olha, é melhor prevenir, viu? Se acontecer um acidente, sua vida nunca mais será a mesma.
Embora você goste muito de cães, eles não são mais importantes do que as pessoas, do que o respeito ao semelhante e aos direitos destes.

E pra encerrar, não se esqueça de recolher o cocô do seu bichinho, tá? Ah, você já faz isso? Que bom! Convença a quem não faz.

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Comentários (3)

  1. Sônia Lara -

    Tenho cinco cachorros caro amigo, mas concordo plenamente com você. Se não dá pre prever o instinto humano, que não são poucas vezes que nos espanta, como querer determinar a ação ou reação de um animal, por mais manso que seja. Aqui em casa mesmo, sempre peço respeito de quem entra, até mesmo conhecidos, porque os cães podem estranhar, se confundir, se sentirem ameaçados e atacar. Culpa deles? Não! Seria minha ou de quem entrou sem ser anunciado. Na rua então, nem se fala. Acho um saco quem deixa cachorro ficar cheirando os outros. Como você disse, nem todo mundo gosta ou às vezes a pessoa vai para o trabalho ou sair e não tem que ficar com pelo na roupa ou levar uma patada com sujeira. Como não temos crianças em casa, sempre que somos visitados por algum pequeno, os cachorros são presos, pelo menos até se afeiçoarem à novidade. Falta sim respeito de muita gente, tudo parece normal, tudo é aceitável. SQN. Abraço.

  2. Denise Giusti -

    Tem razão, André, na rua os cachorros devem andar sim de coleira. Devemos todo o respeito aos animais, mas gente é gente e bicho é bicho.

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