André Giusti - foto: Luana Lleras
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O texto tem que sangrar

Hoje é Dia do Escritor. Dia disso e dia daquilo sempre me despertaram o enfado. Todos os dias são de ser o que se é e fazer o que se ama, ou o que se tem para fazer para ganhar a vida. Somos mulher todos os dias, mãe e pai idem, pedreiro e padeiro de [...]

Hoje é Dia do Escritor.

Dia disso e dia daquilo sempre me despertaram o enfado. Todos os dias são de ser o que se é e fazer o que se ama, ou o que se tem para fazer para ganhar a vida. Somos mulher todos os dias, mãe e pai idem, pedreiro e padeiro de segunda a domingo, da manhã até a noite.

Mas vá lá, me resolvi por algumas palavras no dia de quem vive delas.

Há de se ter técnica literária, mas para escrever, você tem que sangrar. Se não sangrar, você está sendo falso, está enganando o leitor.

Um texto tem que ter sangue e carótida e jugular pulsante para que ele corra.

Um texto tem que ser de carne e osso.

Senão será  isopor.

sangue

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