André Giusti - foto: Luana Lleras
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Para pensar em ser feliz

Quem mora em Brasília tem até o fim de semana que vem (24, 25 e 26/4) a oportunidade de refletir, a partir da magia do teatro, sobre ser feliz fazendo o que se ama, e com esse amor pelo que se faz , ser feliz na vida e fazer feliz quem está ao redor. Em [...]

Quem mora em Brasília tem até o fim de semana que vem (24, 25 e 26/4) a oportunidade de refletir, a partir da magia do teatro, sobre ser feliz fazendo o que se ama, e com esse amor pelo que se faz , ser feliz na vida e fazer feliz quem está ao redor.

Em minha opinião, é a grande lição que fica do espetáculo Quando o Coração Transborda, em cartaz no Espaço Cena (205 Norte), um monólogo com a atriz Maíra Oliveira, que também assina o texto e a direção.

Marina é burilada no teatro de rua, cuja mestria aprendeu com o pai, o lendário Ary Pára-Raios. Nos anos 70, Ary levou para Brasília e demais cidades do Distrito Federal música, acrobacia e adaptação de textos de autores como Shakespeare, montados pelo Esquadrão da Vida, um grupo de teatro de rua batizado com esse nome justamente para mostrar que iria levar ao povo o oposto do terror daquela época, representado tão bem, entre outros, pelo sanguinário Esquadrão da Morte.

Quando o Coração Transborda mostra a luta e a persistência de Maíra em seguir a carreira escolhida pelo pai, mas a peça fala muito mais do que paixão pelo teatro ou idealismo de artista.

É um recado poético a quem, por exemplo, se exime de ser feliz ao fazer a opção pela vida materialmente segura que um belo cargo no serviço público pode proporcionar. Vai tocar fundo psicólogos, músicos ou arquitetos frustrados que passaram a vida carimbando papeis e dando andamento a processos.

Recomendo a peça especialmente aos jovens, que nem bem deram os primeiros passos na universidade e já estão preocupados em garantir a aposentadoria.

Fonte Catracalivre.com.br

Fonte Catracalivre.com.br

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