André Giusti - foto: Luana Lleras
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Passadistas

Um dos tipos de pessoa que mais me dão enfado são aquelas que acham que o passado era melhor. À beira dos 50 anos, muitos de meus pares em idade dão o mundo por acabado, por exemplo, a partir do término do Led Zeppelin. Algumas coisas quem sabe realmente eram melhores 30, 40 anos atrás. [...]

Saudades do Rio - UOL Fotoblog

Saudades do Rio – UOL Fotoblog

Um dos tipos de pessoa que mais me dão enfado são aquelas que acham que o passado era melhor.

À beira dos 50 anos, muitos de meus pares em idade dão o mundo por acabado, por exemplo, a partir do término do Led Zeppelin.

Algumas coisas quem sabe realmente eram melhores 30, 40 anos atrás. O futebol brasileiro e a Fórmula 1 são o que me ocorrem após algum esforço. Ou seja, nada com importância capaz de eleger o passado melhor do que o presente. Portanto, muito pouco para haver razão em ser passadista.

Mas os piores da espécie são os passadistas que se arvoram de politizados, e que não passam de analfabetos políticos sem conhecimento histórico (invariavelmente o segundo é condição obrigatória para o primeiro).

É aquele que ganhou espaço nos últimos anos, por causa das redes sociais, dizendo que na época da ditadura militar não havia isso ou aquilo.

Outro dia descobri um sujeito cuja referência do passadismo é mais recente. Encheu a boca para dizer: “Nem na época do Collor havia tanta bandalheira! ”.

Os dois casos confirmam o mal que faz a ausência do supracitado conhecimento histórico.

Na ditadura e no governo Collor ninguém gravava a conversa com ninguém.

E muito menos havia delação premiada.

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